Edição de quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Comércio eletrônico faturou R$ 15 bi em 2010. NE abocanha 12% desse mercado, do qual os internautas não largam mais
O termo pode ser utilizado em inglês (e-commerce) ou português (comércio eletrônico). A pronúnica ou escrita fica a gosto do freguês. O que importa, para os vendedores e consumidores mais antenados, é que o sistema de compras pela internet veio para ficar. De acordo com dados do E-bit, o faturamento do varejo eletrônico no Brasil foi de cerca de R$ 15 bilhões em 2010. O Nordeste representa 12% do mercado. ´A região está brigando com o Sul pelo segundo lugar no ranking`, informa o diretor de marketing e produtos do E-bit, Alexandre Umberti.
Os números este ano devem ser ainda mais expressivos, pois a estimativa é de que haja um crescimento de 19% no mercado nacional de compra e venda online. Esse faturamento, nem de longe, se parece com o primeiro registro, feito em 2001. Na época, a movimentação foi de R$ 549 milhões. Um resultado acanhado, mas que tinha tudo a ver com a tímida presença da internet nos lares brasileiros.
A penetração da web no país avançou e com ela o entusiasmo com o varejo online. Uma pesquisa feita pelo Ibope Nielsen indicou que o número de usuários ativos de internet do Brasil em dezembro foi de 43,3 milhões de pessoas. Desse total, 29,7 milhões de usuários únicos navegaram em sites de comércio eletrônico.
No Natal, época em que os bolsos e carteiras estão sensivelmente mais abertos, o registro de compras online é ainda maior. O comércio eletrônico alcançou um crescimento de 40% no período natalino de 2010. Segundo dados do E-bit, o volume de vendas pela internet atingiu R$ 2,2 bilhões somente entre os dias 15 de novembro a 24 de dezembro.
Esses números, no entanto, são incipientes perto das 192 milhões de pessoas que formam a população do Brasil. Para o CEO do Mercado Livre, Marcos Galperín, há margem para crescer. ´O e-commerce vai se fortalecer com a melhoria da internet e a popularização da banda larga no país. Teremos mais usuários dispostos a comprar ou vender pela rede. Hoje, temos mais de 450 buscas por segundo em nossa plataforma`, diz.Para ele, os avanços do comércio eletrônico não ficarão restritos ao Brasil, mas ocorrerão em escala global. ´O número de internautas cresceu bastante nos últimos cinco anos. Um estudo da União Internacional das Telecomunicações indicou que temos 2 bilhões de usuários de internet no mundo. Em 2015, a banda larga alcançará metade da população mundial. Haverá uma alta adesão às compras online`, prevê.