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Brasília DF
por Luiz Carlos Azedo
com Norma Moura
luizazedo@dabr.com.br
Edição de quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 


Mega operação

A vitória de Marco Maia (PT-RS) à presidência da Câmara é resultado da maior operação montada pelo Palácio do Planalto desde que Lula despachava do terceiro andar. A presidente Dilma Rousseff

empenhou-se pessoalmente, mobilizando ministros de partidos aliados e colocou seus subordinados para atuarem. O chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, comandou a negociação. O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, fez a negociação no varejo e o vice, Michel Temer, enquadrou os correligionários do PMDB. "O Lula não fazia nada. Deixava para os outros negociar", disse um petista.

A votação também é um alento para a presidente por mostrar que ela terá uma lua de mel tranquila com a Câmara que se debruçará em votações importantes como o valor do próximo salário mínimo, estipulado em R$ 545 e as emendas constitucionais de impacto no orçamento como a que reajusta os vencimentos dos policiais militares. O novo presidente da Câmara esperava, antes mesmo de começar a votação, uma ligação da presidente para parabenizá-lo pela vitória. Mas ele está em baixa com o todo poderoso chefe da Casa Civil. Até o início da votação às 18h de ontem, não havia tido uma conversa entre os dois. "Faz tempo que eu não falo com o Palocci", disse Maia.

Contagem de prazo

O secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto, deu o prazo para até as 10h de hoje para o deputado Sandro Mabel (PR-GO), candidato derrotado na disputa pela presidência da Câmara. Se não sair, o partido abrirá processo de expulsão. Mabel disputou a presidência como candidato avulso, o que está previsto no regimento interno da Câmara. O PR decidiu também que não pedirá o mandato do deputado na Justiça Eleitoral. Argumentam, deputados do PR, que Mabel tem como argumento forte perseguição. Em tempo, Mabel apelidou Valdemar de "chefe do partido".

Reguffe

O deputado José Antonio Reguffe (PDT-DF), que teve a maior votação proporcional do país, protocolou oficíos na Diretoria-Geral da Câmara abrindo mão dos dois salários extras, os quais teria direito por ano, reduziu a verba de gabinete, diminuiu o número de assessores de 25 para nove, e cortou as cotas de passagem aérea. O parlamentar alega que as medidas vão gerar uma economia de R$ 2,2 milhões durante os quatro anos de mandato. Se os colegasseguissem o exemplo, a economia seria superior a R$ 1,1 bilhão.

Ato hora extra

A Diretoria-Geral do Senado autorizou ontem os funcionários da Secretaria de Recursos Humanos a receberem horas extras em fevereiro - apesar de o mês ter acabado de começar. A medida foi publicada no Boletim Administrativo de Pessoal é inédita e ocorre depois de o diretor-geral, Haroldo Tajra, ter assinado a própria autorização para receber o beneficío extraordinário por serviços realizados em dezembro.

Explicação

A Secretaria de Recursos Humanos informou haver um erro na publicação da medida. ´Forçoso reconhecer que, tal como veiculado, o assunto do processo leva a crer que o pagamento de horas extras foi autorizado a todos os servidores antes mesmo de terem sido realizadas. Entretanto, não se trata de autorização para pagamento e sim autorização para realização de horas extras`, diz nota enviada a coluna. O órgão disse que publica hoje no boletim interno do Senado a medida corrigida.

Salário mínimo

Os sindicalistas não entenderam os sinais mistos enviados pela presidente Dilma Rousseff na negociação do salário mínimo e do reajuste da tabela do Imposto de Renda. A presidente bateu o pé em relação aos R$ 545 e disse que não deseja fazer a discussão do IR de forma vinculada. ´Se ela não quisesse negociar, teria mandado a medida provisória e encerrado a negociação. Não é o que ela fez`, disse o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). As centrais fazem a segunda reunião hoje com o ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, para debater as duas propostas.

Miss Simpatia

Antes mesmo de ser eleita vice-presidente do Senado, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) subiu o tom com policiais legislativos do Senado na tentativa de colocar a parentada dentro do plenário da Casa para prestigiá-la no dia de sua posse. ´Só não vou dar uma carteirada para não constranger vocês`, ameaçou.



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