O senador e candidato oposicionista ao governo do estado, Jarbas Vasconcelos (PMDB), admitiu que as adversidades enfrentadas por sua campanha estão se agravando, mas assegurou que não esperava uma realidade diferente. "O conjunto de problemas é grande, mas oposição é isso. Os meus (problemas) estão se acentuado. Mas é isso mesmo. Seria um despreparo meu achar que a oposição não ia enfrentar osbtáculos, uma corrida de obstáculos", disse ontem, ao fim de uma caminhada de 45 minutos pelo bairro de San Martin, no Recife. De acordo com ele, mesmo diante das adversidades, sua confiança está intacta.
Além de conviver com dificuldades inerentes a quem faz oposição, a exemplo da inexistência das benesses da máquina pública, a campanha da oposição tem sido marcada por perdas de aliados que vem aderindo ao palanque da reeleição do governador candidato Eduardo Campos (PSB). Na última segunda-feira o ex-prefeito de Gravatá Joaquim Neto (PSDB) anunciou apoio ao socialista. Além dele, 14 dos 17 prefeitos tucanos em Pernambuco se engajaram na campanha governista.
Na caminhada, Jarbas esteve acompanhado do senador Marco Maciel (DEM), postulante à reeleição, e de candidatos proporcionais. Diferentemente da atividade de rua realizada no Ibura na terça-feira, quando optou por falar o mínimo com a imprensa, ontem Jarbas não se esquivou de perguntas.
Para ele, só depois de o guia eleitoral entrar no ar, no dia 17 do próximo mês, a campanha esquentará e atrairá a atenção da sociedade. O senador discordou quando questionado se o pouco interesse dos eleitores poderia indicar a falta de desejo da população por mudanças. "Não é isso. A indiferença é com o processo eleitoral, os maus exemplos de políticos, a impunidade, a sucessão de escândalos, sobretudo no cenário nacional. Isso tudo deixa o eleitor desmotivado". Ele observou ainda que, ao contrário do que se viu em outras campanhas, a classe média está encolhida.