Israel (X) Sionismo: o resgate da verdade histórica
Pedro de Albuquerque // Escritor
http://pedrodealbuquerque.ordpress.com É sempre necessário cuidar do sentido conotativo das palavras. O emprego inadvertido das palavras é causa maior das controvérsias. Eu me tenho batido, há anos, pela correção de certas expressões equivocadas. Notadamente enquanto à criação do Estado de Israel. Ora, a verdade histórica é que Israel foi constituído como estado há mais de 3.000 anos, sendo sua capital, há mais de 2.000 anos: Jerusalém; a qual jamais foi capital de nenhum outro país.
Portanto, admitir haver a Assembleia Geral das Nações Unidas criado Israel, é uma aberração histórica. As Nações Unidas, em verdade, apenas restabeleceram Israel politicamente. Devolveram ao povo judeu o seu território e soberania originais. O que representou o reconhecimento universal do mais lídimo direito.
Porquanto ao Sionismo, movimento contra o qual se opõem as vozes mais hipócritas da nossa época. É tão somente um movimento civil legítimo, de opção pelo retorno dos judeus de qualquer etnia (falachitas: negros da Etiópia; ashkenazitas: do leste europeu; sefarditas: da Península Ibérica; mizrahitas: naturais do Oriente Médio) à terra de Sion, ou seja, Israel. A recusa do presidente Lula em visitar o túmulo de Theodor Herzl é uma atitude a expressar o despreparo do ministro Celso Amorim. O qual apostata da sua ascendência de cristão-novo; portanto judaica. Amorim vem direto do hebraico e se traduz por: secretários.
Bem como denuncia a tendência ideológica radical terceiro-mundista do Gabinete da Presidência, tocado pelo esquerdofrênico anti-semita Marco Aurélio Garcia: no sintomático, irresoluto apoio à golpista escória internacional encabeçada pelo famigerado ditador Mahmoud Ahmadinejad e os jurássicos tiranetes Fidel Castro e Hugo Chávez.
Ora, não pode o chefe de um estado, em visita oficial a outro, negar-se a comparecer a uma cerimônia em homenagem a um herói da pátria. Isto exala juízo de valor negativo e preconceito.Não é dado a nenhum chefe de estado firmar juízo de valor sobre os heróisde outros povos. Sequer do seu próprio povo. Mas, para visitar o túmulo de Yasser Arafat, o Lula ofereceu-se espontaneamente. Repercutindo o válido protesto de Avigdor Lieberman.
Dia desses, foi a vez do Zé Dirceu, na sua bravata, própria de lobista, emitir quase como nota oficial do Planalto, para onde, assevera ele em alto bom tom, ao dar um telefonema, ser o telefonema: um telefonema. Algo como dizer: eu quero, eu poço, eu mando e eu faço! Chegando a infirmar que o Brasil teria mais a recusar receber Shimon Perez do quê ao ventríloquo da corrupta e assassina Ditadura Teocrática do Irã.
Mas, como bem coloca Reinaldo Azevedo, tem-se a esperar, sempre, o pior da camarilha ideofrênica que se assomou do Itamaraty, sob a batuta do barbudinho. Ora, ao negar-se de visitar o túmulo de Herzl, idealizador do moderno Israel, por isto mesmo herói da pátria, ele negou legitimidade ao estado de Israel a não reconhecer a cidadania dos seus naturais.
Por estas e outras, é inarredável o resgate da verdade histórica de ser oelemento judeu ibérico o amálgama da brasilidade; junto ao negro e ao índio. O Brasil, criptografia de Beth Israel, é só inverter a ordem das letras, nasceu de um movimento semelhante ao Sionismo. Movimento este capitaneado por Afonso de Albuquerque e o seu genro Fernão de Noronha, para acolher os degredados da Inquisição Católica Romana. Beth Israel quer dizer: Casa de Israel. É por isto que me opus e, veemente, me oponho ao Dia da Imigração Judaica. Ideia bem intencionada, mas de futuros desastrosos resultados. O politicamente correto seria O Dia da Consciência Judaica, tal como o Dia da Consciência Negra. Ora, se não pode entender nem o negro, nem o judeu, como imigrantes. A não ser, por ideofrenia, para descaracterizar a brasilidade em fazer do judeu estran"J"eiro. No meu "blog", tem mais; muito mais mesmo!
Homenagens a José Marques de MeloCarlos Cavalcante // Ex-presidente da AIP
casadaimprensa@terra.com.brA Universidade Católica de Pernambuco vai sediar, no período de 21 a 23 de abril, o Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo. Na sessão de abertura, dia 22, será homenageado o Professor José Marques de Melo, que receberá título honorífico outorgado pela Unicap. A solenidade dá início às comemorações dos 50 anos de fundação do Curso de Jornalismo daquela universidade.
Iniciado em 1961, o Curso de Jornalismo da Católica, sob a direção de Luiz Beltrão, renovou o ensino da área, em todo o país, formando jornalistas que se destacaram na profissão, no ensino e na pesquisa. Entre eles está o professor José Marques de Melo, ingressante na primeira turma e diplomado em 1964, cuja atuação acadêmica o projetaria internacionalmente.
Além do reconhecimento da universidade em que se formou, Marques de Melo vai receber também títulos de Doutor Honoris Causa na Universidade Federal do Maranhão (São Luís, 7 de abril) e Universidade Positivo (Curitiba, 7 de maio).
Antes da homenagem das três universidades brasileiras, Marques Melo estará em Petrolina, no dia 18 de abril, para realizar a palestra de abertura do 1º Flivasf (Festival Internacional do Vale do São Francisco). O evento tem o apoio do governo do estado de Pernambuco, CNI (Confederação Nacional da Indústria), Fundação Nilo Coelho e Prefeitura de Petrolina.
Também fora do país, o mérito do professor Marques de Melo vem sendo reconhecido. Sinais evidentes são os dois prêmios internacionais recebidos em 2010. Em fevereiro, as Organizações Católicas Latino-americanas de Comunicação - Oclacc - lhe concederam o Prêmio de "Comunicador da Paz", enaltecendo sua postura de resistência civil, durante o interregno democrático brasileiro, participando da criação e manutenção de instituições devotadas ao combate à censura, em defesa da liberdade de imprensa e de apoio aos perseguidos e injustiçados pelo regime autoritário.
Em outubro deste ano, no Principado das Astúrias, Espanha, o Reitor da Universidade deOviedo lhe fará entrega solene do Prêmio Ibero-americano de Teoria da Comunicação 2010, em reconhecimento à sua trajetória no âmbito dessa disciplina, fortalecendo as identidades ibero-americanas no campo comunicacional.
Tais gestos ratificam o prestígio mundial conquistado pelo professor Marques de Melo, cujo indicador mais expressivo foi a conquista, em 1997, do Prêmio Wayne Danielson concedido pela Univrsidade do Texas (USA) a cientistas que prestaram relevantes contribuições às ciências da comunicação.
O fim dos temposAssuero Gomes // Médico
assuerogomes@terra.com.brTerremotos, vulcões, maremotos, a Terra geme como em dores de parto. Guerras, extermínios, fome, peste, heresias, apostasias, destruição, sinais no cosmos, infanticídio, pedofilia, corrupção, roubo, assassinatos, tsunamis, drogas, a Terra emite sinais de exaustão e revolta.
Muitos se perguntam se o fim do mundo está às nossas portas.
Na teologia há um ramo de estudo que chamamos de escatologia, e que trata exatamente do final dos tempos. Os acontecimentos que ora presenciamos e nos angustiamos, na verdade sempre existiram, talvez em menor grau, mas como vivemos num mundo midiático de comunicação global em tempo real, tais eventos se apresentam mais terríveis ainda.
Na escatologia cristã alguns sinais são importantes. Através da leitura dos textos bíblicos, iluminados pela experiência pascal (encontro com o Ressuscitado) podemos concluir algumas coisas. Fica evidente que Jesus anunciou estes sinais cósmicos como premonitórios da escatologia, seguindo a linha profética e apocalíptica do seu povo judeu. Muito provavelmente tomou conhecimento e quiçá presenciou a destruição de Séforis, capital administrativa e centro cultural da Galileia, quando tinha em torno de 9 anos de idade (ficava a 7 km de Nazaré), que ficou marcada no seu inconsciente (a cidade foi destruída pelos romanos após um levante contra sua dominação). A pregação de Jesus, escrita somente após décadas de sua ressurreição, pelos evangelistas, teve influência da brutal destruição de Jerusalém pelos mesmos romanos no ano 70.
Há alguns sinais mais precisos, no entanto, que sinalizam para o "temido" final do mundo. Três me parecem fundamentais: o primeiro é quando todos os povos da terra tiverem ouvido a pregação cristã. No momento atual, talvez restem uns poucos habitantes da floresta amazônica, que estão neste grupo. O segundo é a (re)fundação do Estado de Israel em 14 de maio de 1948.
O terceiro, e mais fundamental de todos, seria o reconhecimento por parte dos filhos de Israel que Jesus é o Messiasesperado.
Precisamos entender também a cosmovisão do Povo de Deus na época histórica de Jesus: a Terra seria como uma grande bandeja sobre o mar. Este por sua vez seria o habitat dos monstros infernais, o grande abismo. A Terra teria sobre si como uma abóboda de vidro, aliás, em sete camadas (daí sétimo céu) donde os astros celestes estariam dependurados (sol, estrelas, cometas, lua, etc...). Deus estaria como que sentado no seu trono acima da mais alta das camadas celestiais. Haveria ainda uma escada (a do sonho de Jacó) que ligaria a Terra aos céus.
Jesus reiterou algumas vezes sua segunda vinda (parusia), desta vez definitiva e em sua plenitude de glória. Aqui se fundem várias opiniões que tendem a juntar todos esses acontecimentos num só momento, predito já pelos antigos profetas de Israel e assumido até os dias de hoje por várias correntes do pensamento teológico. Seria o Dia do Senhor, o Dia de Yahweh , onde e quando dar-se-ia o Juízo Final, o Julgamento Final, e assim por diante.
Uma certeza, porém, éradical (de raiz) para os que praticam os ensinamentos de Cristo (seguidores ou não de alguma religião): o mundo tal como o percebemos hoje será transformado num novo céu e numa nova terra (outra dimensão?), onde o relacionamento de Deus e os seres humanos e todas as criaturas será pleno, pacífico, feliz, sem dor de qualquer natureza, sem morte, sem choro, em pleno convívio com o Criador. Um tempo de Amor manifesto e eterno.
A importância do PACAntônio Alfredo Coelho Beviláqua // Economista
alfredobevilaqua@yahoo.com.brO PAC é o maior programa do país em criação de emprego e renda, com investimentos de infraestrutura em abastecimento d'água, irrigação, construção de hidrelétricas e duplicação de rodovias e também na construção das UPAs e hospitais, apesar dos senadores da oposição, terem derrubado a CPMF, para prejudicar o governo Lula, mas prejudicaram mesmo foi o povo, especialmente os mais pobres.
O PAC está presente ainda em projetos de longo prazo, como na transposição do Rio São Francisco. Não é eleitoreiro não, como o senador Sérgio Guerra declarou na Veja, mas de grande alcance social, pois vem melhorar as condições de vida de 12 milhões de nordestinos, proporcionando emprego e renda ao povo do semi-árido que trabalha no campo produzindo alimentos, resultado concreto no combate à fome e ao êxodo rural.
Agora, as obras empancadas merecem críticas, destacando-se a transnordestina, não por carência de recursos do PAC, mas porque o grupo empresarial da CFN - Cia. Ferroviária do Nordeste, que privatizou a malha ferroviária da região não tem interesses em reativar o trem, o qual é concorrente do seu outro braço, o das transportadoras rodoviárias. Aquele grupo comprou a ferrovia com preço aviltado, para desativar o trem mesmo. Depois, elaborou o projeto da transnordestina captando R$ 4,5 bilhões do governo, para restaurar a ferrovia e unificar a bitola em todo o NE, mas passou os oito anos de FHC, entrou no governo Lula, a completar dezesseis anos de tapeação. Recentemente, mudou o nome para Transnordestina Logística, dando a impressão de que é nova, mas tem uma longa história de 16 anos de enrolada.
A lógica seria em primeiro lugar restaurar a malha nos seus 7.200 km e reativar o trem para reduzir custos com transportes e em seguida construir o trecho Missão Velha(CE) a Salgueiro(PE). Somente depois de concluídas estas etapas é que poderia construir o novo ramal Salgueiro (PE) a Eliseu Martins (PI), porém, ainda não restaurou a ferrovia.
No governo Lula, o Brasil está seguindo no caminho certo.Há uma preocupação com a distribuição dos royalties da camada do pré-sal entre todos os estados, de maneira igualitária, para a redução das desigualdades regionais e isto é justo, uma vez que o pré-sal não é propriedade de estado A ou de estado B, mas área de domínio da União, a qual saberá atender a todos os seus filhos. Espero que o Brasil não mude, não retome as privatizações entreguistas, nem acabe com o PAC, nem com a Transposição do Rio São Francisco e nem desaprove a distribuição justa e igualitária dos royalties do pré-sal.