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Palácio lapida chapa majoritária
Eleições // Nome de Bezerra Coelho é descartado e João Lyra se fortalece para se manter na vice
Josué Nogueira
josuenogueira.pe@dabr.com.br


Enquanto o PT não chega ao consenso sobre qual nome apresentará para concorrer ao Senado na chapa encabeçada pelo governador Eduardo Campos (PSB), no Palácio do Campos das Princesas, algumas definições começam a ganhar corpo para a eleição de outubro. O secretário de Desenvolvimento Econômico Fernando Bezerra Coelho (PSB) está fora de cogitação para o Senado. Também não deve ficar com a vice. Para as vagas de senador, o governo evidencia a preferência pelo ex-prefeito do Recife João Paulo (PT) e pelo deputado Armando Monteiro Neto (PTB), como há muito se especula.

O primeiro larga na frente pela densidade eleitoral na Região Metropolitana do Recife, necessária à chapa governista, principalmente porque o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) sinaliza que pode concorrer ao governo. O petista é fundamental para equilibrar o jogo com o peemedebista. Ex-prefeito do Recife e ex-governador, Jarbas é detentor de peso eleitoral considerável na RMR. Armando cresce na preferência palaciana por ter penetração no interior e por dialogar com o empresariado - consequência direta do seu papel na presidência da Confederação Nacional da Indústria.

O xadrez complica-se no que diz respeito à vice. Hoje, ocupado por João Lyra (PDT), o cargo é almejado por gente do PT e do próprio PSB. Mas o Palácio entende que, diante da amplitude da aliança que comanda, o PSB não pode se dar ao luxo de ficar com duas vagas na majoritária. Ao PT, a vaga também não será destinada por pragmatismo. Se reeleito em outubro, o governador sairá do mandato em abril de 2014 para disputar outro cargo. E não seria "prudente" entregar nove meses de governo ao PT. Isso porque, depois desse período, o petista que estivesse no poder naturalmente tentaria a reeleição.

Além de ter a seu favor a máquina estadual, o PT poderia contar ainda com a Prefeitura do Recife. Para isso, bastaria que o prefeito João da Costa se reelegesse em 2012. Como o Palácio entende que o PSB não poderá abrir mão de ter um candidato ao governo em 2014, melhor não correr o risco.

Diante de tal situação, a manutenção de João Lyra na vice se fortalece. O Palácio precisaria, porém, convencê-lo a não se empolgar pela reeleição depois dos nove meses que ficará à frente do governo. E isso começa a ser trabalhado. A Bezerra Coelho, restaria disputar vaga de deputado (estadual ou federal) se cacifando para ser o escolhido para o Senado em 2014. Mesmo que esteja nos seus planos, o PSB não pensa em seu nome para disputar o governo naquele ano. O atual secretário de Educação, Danilo Cabral, é o primeiro da fila.


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Edição de terça-feira, 16 de março de 2010 
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