Falha // MPPE denunciou falsificação na 2ª etapa da PM. Seres, no exame para agente penitenciário
A Polícia Civil, Militar e a Secretaria de Ressocialização de Pernambuco apresentaram, nesta tarde (08), o resultado a Operação Gabarito 171. A ação teve início há dois meses e o objetivo era investigar denúncias de fraudes em concursos públicos. Imagens: Ana Cláudia Dolores/DP/D.A Press
O maior concurso já realizado para a Polícia Militar em Pernambuco, com 103.015 candidatos, entrará para a história marcado por uma sequência de fraudes. Depois de solicitar a anulação da primeira etapa da seleção (a prova de conhecimentos), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) identificou novas irregularidades também na segunda fase do processo seletivo. Na tarde de ontem, o promotor da Central de Inquéritos da Capital, Francisco Edilson de Sá Júnior, denunciou dois homens pela tentativa de fraudar o exame de aptidão física. Os acusados responderão por falsificação de documento público (pena de dois a seis anos) e falsidade ideológica (um a cinco anos), o que aumenta a pressão para o cancelamento total da seleção.
No dia da avaliação, 22 de janeiro passado, Tácio Riveylton Silva foi preso ao tentar realizar o exame no lugar de Vanderlei Afonso da Silva, que estava inscrito como candidato. Eles foram detidos e o inquérito encaminhado pela Polícia Civil os indiciava apenas por estelionato, cuja pena é deum a cinco anos de reclusão. Mas, após as investigações, a promotoria encontrou provas que indicavam os outros dois crimes. "As investigações afastaram a possibilidade de estelionato. Além disso, esse pode ter sido apenas mais um caso identificado", ressaltou o promotor, justificando a solicitação de cancelamento feita pela promotoria de Patrimônio Público.
Na seleção para agente, candidatos foram pegos na saída das salas com o que a polícia chamou de "kit fraude". Foto: Paulo Almeida/Divulgação
Os dois acusados moram no Sertão do estado e conseguiram o direito de responder ao processo em liberdade. Sá Júnior informou que as apurações do caso criminal e do pedido de anulação do concurso correrão de forma distinta. "Os dois responderão na Justiça independente da anulação ou não", garantiu.
Agente - As polícias Civil e Militar e a Secretaria de Ressocialização de Pernambuco (Seres) apresentaram, ontem, o resultado da operação que investigou o esquema de fraude no concurso para agente de segurança da Seres. A seleção aconteceu no último domingo e a ação prendeu 14 candidatos por tentativa de fraude no Recife, Palmares e Serra Talhada. Eles foram pegos na saída das salas com o que a polícia chamou de "kit fraude": um celular, um ponto eletrônico e um bluetooth. Cada candidato preso declarou que pagou R$ 5 mil para receber o gabarito. Se fossem aprovados, desembolsariam mais R$ 10 mil ao líder do esquema. De acordo com o superintendente de capacitação e ressocialização da Seres, Edvaldo Vitório, o concurso não será anulado, uma vez que todas as denúncias foram investigadas e não houve fraude no certame.
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