Gostar de música. É apenas esse o pré-requisito para tentar ser um DJ. Mas se você está pensando que com a profissão vai ganhar fama, status e visibilidade, pode esquecer.
 Gabriela Souza, 18 anos, está unindo a faculdade com as aulas de discotecagem; sócio e professor do Instituto de Música, Renato Aguiar diz que não basta gostar de música. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press |
Saber tocar na noite (e algumas vezes no dia) exige dedicação extrema dos principiantes, muita força de vontade para se aperfeiçoar e ainda os pés em terra firme. Os avanços tecnológicos deixaram o ofício mais simples, mas de nada adianta baixar um programa de computador se você não tem a técnica. O mercado está crescente em Pernambuco e exige, cada vez mais, profissionais que tenham seriedade e que encarem a carreira como uma profissão mesmo. E não um hobby qualquer.
Gabriela Souza, 18 anos, sabe bem disso e está unindo sua faculdade em rádio e TV à vontade de ser DJ. "Comecei com as aulas de DJ como uma maneira de passar meu tempo, mas gosto muito de música; então resolvi voltar meu curso de graduação para essa área", conta Gabriela, que já fez o curso de inciante, intermediário e vai começar o de edição de áudio. "É difícil dizer o que vai acontecer no futuro, mas estou investindo para ser nessa parte musical. É uma carreira onde você sempre acaba se divertindo", diz. Realmente, existe muita diversão na carreira de DJ, até porque o seu principal ambiente de trabalho são as casas noturnas de entretenimento. Mas seriedade é fundamental para desempenhar esse papel. "Uma pessoa, para ser DJ, como em qualquer outra profissão, tem que se capacitar", alerta Renato Aguiar, sócio e professor do Instituto de Música Eletrônica de Pernambuco, o Imepe, que oferece cursos na área. Investindo na formação, esse profissional poderá atuar de várias maneiras. Ele poderá fazer discotecagem com software, vinnil, pen drive. "O leigo acha que só porque baixou o programa é profissional. E não é assim. É preciso saber as técnicas", complementa Renato.
Nos cursos oferecidos no estado, o aluno poderá aprender todas essas técnicas que Renato diz. "É ter noções básicas de acústico e áudio, pesquisa musical, porque ele tem que saber as diferenças dos tipos de música e ainda em que eventos deve aplicá-las. Tem ainda as técnicas de mixagem. É preciso entender o compasso e a contagem da música", explica Renato. Mas isso será visto ao longo do curso. Para começá-lo não é preciso saber de nada. Apenas se identificar com música. "Na primeira parte das aulas é que eles vão aprendendo tudo certinho. Mas também não adianta querer ser DJ se não gostarS de música", avisa MarkyLoire, professor da Escola Metrópole de Música Eletrônica, a Emme.
Depois dessa primeira parte é que o aluno poderá se aprofundar. Em um segundo momento ele foca na parte de mixagem, edição de música e principalmente nos cuidados que devem tomar ao tocar. "Damos uma atenção especial aos cuidados com a audição, que é primordial. O DJ tem que saber controlar o volume do seu headphone", diz MarkyLoire. E para quem sonha com a vida nas pick ups um conselho de quem entende do assunto: "Ser DJ não é só fazer scratch (movimento que os profissionais fazem no vinil que demonstra uma técnica avançada). É muito mais que isso. É preciso correr atrás, pesquisar bastante e saber inovar", avisa.
Serviço
Imepe
3325-9025/ 8864- 3342 (a partir das 15h)
Emme
3423-0123
Confira onde encontrar outros cursos de DJ dentro e fora do país
www.sea.edu www.beatmasters.com.br