Caracas (EFE) - A Missão Milagre que faz gratuitamente cirurgias e consultas oftalmológicas e um dos objetos da revolução bolivariana, se mantém como vanguarda do sistema público de saúde na Venezuela, mas crescem os protestos de servidores e pacientes por falta de pagamento e condições de atendimento. Fundada em 2005 pelo presidente venezuelano e fruto da colaboração entre Cuba e Venezuela, a Missão Milagre realizou mais de 1 milhão de cirurgias, especialmente de cataratas e glaucoma e distribui ainda óculos gratuitamente aos que precisam.
Desde a inauguração, o projeto já atendeu a mais de 1 milhão de pacientes em Cuba e na Venezuela, e parte do trabalho inclui o tratamento de pacientes estrangeiros, especialmente do Equador, El Salvador e Nicarágua, que vêm à Venezuela para serem operados.
No entanto, em recente pesquisa feita pelo instituto venezuelano de análise de dados, feita pela estatal Agência Bolivariana de Notícias (ABN), a saúde é percebida como o terceiro maior problema, atrás da insegurança e do desemprego. Os inegáveis casos de sucessos nestes centros convivem, no entanto, com trágicas histórias de pacientes que são obrigados a ir de hospital em hospital em busca de leitos e medicamentos, muitas vezes chegando à morte por falta de atendimento.