Pernambuco.com
Diario de Pernambuco
DIÁRIOS ASSOCIADOS
 


  Enviar por e-mail Comentar Imprimir  
Editorial



Ligações profundas Quando passam nas alturas os aviões tanto brasileiros quanto angolanos, lamentam que a linha reta entre o Recife e Luanda não tenha até agora permitido o trânsito dos aviões comerciais pejados de negociantes e de negócios.

Dá-se com o comércio o que sucede com os seres vivos. Todo comércio começa pequeno e termina grande. A mercancia com a república africana de Angola está nos seus rudimentos, nos seus inícios. Um pouco de cimento, umas tantas casas projetadas, o gesso da região do Araripe, o açúcar, tudo se vai encaixando com naturalidade no comércio Brasil e Angola, Pernambuco e Angola. Trata-se de um dos solos e subsolos mais ricos da África, a Angola de que falamos. E há a contiguidade de Pernambuco que é uma vizinhança que apenas o oceano separa. Demais disto, fala-se lá o português.

A presença de pernambucanos com negócios em Angola é um fato digno da melhor nota, o que vem contribuindo para o alargamento do comércio do Brasil naquela parte do globo. Estamos ligados à África por profundos laços culturais, desde o início da nossa formação, ocorrência que teve em Gilberto Freyre o seu proeminente intérprete brasileiro, que abriu perspectivas novas no campo dos estudos de natureza sociológica, cujo painel mais grandioso dessa análise está fixado magistralmente em Casa-Grande & Senzala.

Recorde-se que visitou recentemente Angola, com o objetivo de estimular cada vez mais o comércio com nações africanas, uma importante delegação de empresários pernambucanos, que esteve também na África do Sul. Precisamos alargar, em ritmo mais intenso, essas relações de negócio com as repúblicas africanas, particularmente com os países de língua portuguesa, que estão, aliás, reunidos numa entidade de âmbito multinacional, com sede em Lisboa, patrocinando política de interesse comum.

Uma prolongada guerra civil se abateu sobre Angola, logo após sua independência, nos anos 70 do século passado, deixando graves sequelas. Contudo, Angola um dia fará jus ao número em espécie e quantidade dos recursos naturais com que a brindou a natureza. Tem um dos subsolos mais ricos de toda a rica África, a começar do petróleo e gás. Atraídos pelas oportunidades apregoadas por essa tanta riqueza, não são poucos - são muitos - os brasileiros e, em particular, ospernambucanos que cruzam os mares adjacentes ou o espaço caloroso que mais une do que separa os povos laboriosos do Brasil - do Nordeste do Brasil - e Angola.

Firmas brasileiras há anos se desdobram do lado leste do mar oceano, a fim de vender, com apoio na capital do novo país, Luanda, as maneiras de fazer e de construir uma nação robusta e representativa. O país no momento, como acontece com quase todo o orbe terrestre, está em dificuldades, ele nem paga nem recebe, forçando uma paralisia atípica da crônica dos negócios de brasileiros na área.

Agora, com a retomada dos negócios no Brasil, é hora de imaginar o ressurgimento das iniciativas, chegou a ocasião de reiniciar a lida econômica. Quem quer que olhe o mapa mundi nos dois lados do Atlântico-sul, verá que da janela dos brasileiros daqui dá para ver os angolanos de lá a acenar, lenços na mão, a esperança que anima a todos a retomada dos negócios. Quando passam nas alturas os aviões tanto brasileiros quanto angolanos, lamentam que a linha reta entre o Recife e Luanda não tenha até agora permitido o trânsito dos aviões comerciais pejados de negociantes e de negócios. São mister linhas aéreas e marítimas entre o Recife e o Rio de Janeiro, de um lado, e a bela capital angolana que é Luanda, de outro. Isto de crise é demasiado conhecido dos homens desde o começo em que sucedeu na Antiguidade o primeiro negócio.

Sim, o jornal Valor está a falar de que empresas e empresários brasileiros com negócios em Angola estão a passar delicados momentos, em face da restante crise que atinge o mundo. Mas quem faz em Angola o que está feito em pedra e cal não irá discutir o futuro do relacionamento econômico, irá acreditar que esse relacionamento virá em termos ainda mais veementes do que se mostraram no passado.

"Que exemplo edificante nos legou Pedro II! Este homem nunca precisou comprimir a liberdade para impor a sua autoridade".
Assis Chateaubriand - (in Primeiros socorros" - 29.7.1926)

Frases

"Estou feliz no Náutico. Todos têm me dado confiança e vou fazer o melhor".
Bruno Mineiro, atacante alvirrubro que treinou a portas fechadas para reforçar o Timbu no clássico decisivo com o Sport, neste domingo.

"Detectamos em Pernambuco um baixo nível de serviços e baixa oferta de produtos".
Alcides Pinto, vice-presidente de Marketing e Vendas da GVT, operadora de telefonia que lança operação comercial de fixo e banda larga no Recife e Jaboatão dos Guararapes.

"É uma empresa de elevada importância para diversas outras que aportam em Suape".
Fernando Bezerra Coelho, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, antes de embarcar para Porrtugal, onde negocia a vinda do grupo Efacec Energy Service.


    COMPARTILHE A NOTÍCIA Adicione ao Uêba Adicione ao Digg Adicione ao Google Bookmarks Adicione ao Technorati Adicione ao Windows Live Adicione ao Reddit Adicione ao Del.icio.us Adicione ao Facebook Adicione ao Yahoo! My Web Adicione ao StumbleUpon


Carregando Aguarde: carregando capa...
Edição de sábado, 31 de outubro de 2009 
Selecione a data do
Diario que você
deseja visualizar



Procurar


Conheça o Diario de Pernambuco
Expediente | Índice geral | Versão Flip | Ed. anteriores | Acervo
Assinaturas | Clube Diario | Leitor do futuro | Signos | História
Cedoc | Informações comerciais | Admite-se | Vrum | Lugar certo

Copyright - DiariodePernambuco.com.br | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta página sem a prévia autorização. Fale conosco.