Ao mesmo tempo em que as pessoas que atuam no mercado de jogos são conhecidas como desenvolvedoras de games, elas também assumem papeis diferentes.
 Geraldo Bastos, da Pernambucana Educandus, reforça visão empreendedora como um diferencial na profissão. Foto: Ines Campelo/DP/D.A Press |
Enquanto umas são game designers, outras são da parte de vendas, programação e de arte. Cada uma é parte importante de uma equipe, que juntas desenvolvem os produtos.
"É uma área mutidisciplinar, que envolve pessoas de muitos ramos", explica Vicente Vieria Filho, diretor executivo da Manifesto. Quem fica com a parte de game designer deve ser formado em design ou um curso parecido. Mas diferente do que muita gente pensa, esse profissional não é o responsável pela aparência dos jogos. "O GD é quem recebe a encomenda, vai atrás de jogos que possam servir de referência e faz a concepção do game. Ou seja, ele cria o roteiro, os objetivos e as características dos personagens", afirma André Neves, da UFPE, que alerta que esse profissional é quem mais deve estar atento ao mercado.
Outra área que as pessoas podem trabalhar é a de arte. Aí, sim, é o profissional que dará aaparência dos games. "Ele faz os cenários, dá rosto aos personagens", diz Neves. Depois dele é a vez do programador fazer seu trabalho no jogo. Mas essa soma de trabalhos só dá certo por conta de um gerente. É ele que coordenará toda a equipe. "Ele verifica se as pessoas estão fazendo seu trabalho direito", afirma Diego Credidio, diretor de criação da Meantime. "Mas para assumir essa posição tem que estar ciente do que é liderança. E que não é preciso estar sempre à frente da equipe, mas, muitas vezes, ela é quem deve estar. É ter visão de empreendedorismo e administração para saber ouvir", completa Geraldo Bastos, coordenador da equipe de desenvolvimento de games da Educandus.
Além de todas essas funções os desenvolvedores de games podem assumir sub-funções. O game designer, por exemplo, pode ser um level design, que é a pessoa responsável pelo balanceamento dos níveis dos games (deixá-los mais fáceis ou difíceis). Já os artistas podem qualificar a arte em 2D ou 3D, cenários, personagens e até em arte conceitual, que é o esboço de como o jogo deve ficar. Enquanto os programadores se dividem em especialistas em redes, inteligência artificial e computação gráfica.