O deputado federal Marcos Antônio Ramos da Hora (PRB/PE) procurou ontem o Diario para dizer que houve um mal-entedido entre ele e a empresa aérea Gol. No último sábado, o parlamentar foi orientado pela Polícia Federal a descer de um avião que estava prestes a decolar do Aeroporto dos Guararapes, no Recife, em direção a Petrolina, depois que a tripulação verificou que ele havia entrado no lugar da esposa. Por telefone, Marcos Antônio afirmou que não usou o bilhete da mulher, mas de outro passageiro, e confirmou que recebeu autorização de uma das funcionárias do check in para entrar na aeronave. Mas a assessoria de imprensa da Gol informou que não é procedimento da empresa liberar o acesso de um passageiro em nome de outro.
Segundo o deputado, ele chegou ao aeroporto meia hora antes da decolagem prevista do voo. Até este horário a companhia dá o prazo para que o passageiro faça o check in e despache as bagagens. Marcos Antônio disse que iria até Petrolina para participar de um show ecumênico para mais de 30 milpessoas, às 20h do sábado. O voo, segundo ele, estava marcado para as 13h50. Ao chegar no saguão, ele contou que foi barrado pela companhia aérea por chegar atrasado. "Fui fazer o check in e a funcionária disse que tinha encerrado o voo. Expliquei que não podia peder o voo e pedi para ver se dava para embarcar no nome de outra pessoa e ela autorizou. Não foi arbitrário", disse.
O parlamentar contou que não foi retirado da aeronave e que ele próprio teria pedido a presença da Polícia Federal. No domingo, a assessoria da PF havia afirmado que foi acionada porque o deputado oferecia resistência para sair. A polícia também disse que o político tentou entrar com a passagem da esposa. Marcos Antônio nega as informações. Após o mal-entendido, ele diz que saiu da aeronave de forma pacífica e que embarcou, no mesmo dia, em um jatinho particular rumo a Petrolina.
A Gol lamentou novamente o ocorrido. Através da sua assessoria de imprensa, reiterou o pedido de desculpas ao deputado pela situação de "desconforto". E justificou que a providência de retirar o parlamentar foi amparada pelas normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em virtude da segurança de todos os passageiros e tripulantes.