Uma turma de mais de 100 ambulantes assistiu atentamente como deve ser feito o manuseio e acondicionamento dos alimentos desde a compra das verduras, legumes, peixes, aves e carnes até chegar ao prato já preparado para vender aos clientes. O grupo participou de mais uma etapa da capacitação que a Prefeitura do Recife oferece aos comerciantes que atuam na orla da Zona Sul, desde Brasília Teimosa até Boa Viagem. Até o dia 9 do próximo mês, cerca de 1,5 mil vendedores passarão pela capacitação. O curso tem a duração de 7 horas, sendo realizado das 9h às 12h e das 13h às 17h, no Restaurante Escola do Centro Público de Casa Amarela, na Avenida Norte.
Por dia, cerca de 130 pessoas passam pela oficina, que é desenvolvida pelas secretarias de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, Saúde e Planejamento Participativo. A Secretaria Municipal de Saúde é responsável pelo módulo sobre manipulação de alimentos e boas práticas de asseio. Também é explicado aos participantes o papel da Vigilância Sanitária do Recife e o porquê das intervenções realizadas dentro do Projeto Orla. Depois, a aula mostra a importância do acondicionamento, transporte, conservação, estocagem e manuseio de comidas e bebidas. No curso é abordado, ainda, como qualidade da matéria-prima, o uso de fardamento e a boa aparência influem para a prestação de um bom serviço.
Elias felix da Silva, 45 anos, ficou satisfeito. "A capacitação é muito boa. Para mim, o mais importante foi aprender como atender o clientes. Percebi que estar sempre com a barba feita e dar valor a higiene atrai os banhistas", disse o comerciante que vende bebidas em Boa Viagem há mais de cinco anos. Elias Silva afirmou que vai mudar omodo de trabalhar. Vai lavar bem as latinhas de bebidas e espera atrair os turistas com um bom atendimento e aparência correta.
Já Arnaldo Rodrigues Ferreira, 59, que há mais de 10 anos vende peixe, macaxeira frita e carne de sol, entrou na capacitação um pouco adiantado. O ambulante comentou que já tinha aprendido muita coisa apresentada nas aulas.Outras, disse, pretende incorporar aos poucos. "Quando a prefeitura proibiu a gente de ficar na areia da praia vi que não tinha outro jeito senão mudar. Então, aluguei um apartamento no Edifício Holiday e montei uma cozinha. De lá saem os pratos, todos em material descartável, tudo direitinho", adiantou. Arnaldo conta com dois ajudantes que ficam na praia. Enquanto um anota os pedidos, outro coloca o material descartável no lixo. "Assim fica organizado", resume o comerciante.
A ideia da prefeitura é que todos os participantes do curso, após receberem as orientações, possam também agir como Elias Silva e Arnaldo Ferreira e, assim, melhorar as condições de segurança alimentar na orla, evitando riscos como a transmissão de doenças em decorrência do consumo de alimentos contaminados e até mesmo o prejuízo financeiro com a apreensão de mercadorias estragadas.