:: Diario de Pernambuco - Política, Brasil, Economia, Mundo, Vida Urbana, Esporte Total, Viver ::
Pernambuco.com
Diario de Pernambuco

Diario de Pernambuco








  Enviar por e-mail Comentar Imprimir  
Opinião



Será alcançada a sustentabilidade ambiental?

Paulo Gustavo de Araújo Cunha
Arquiteto
pga@oi.com.br

As Nações Unidas promovem neste final do ano, em Copenhague, nova Conferência Mundial de Meio Ambiente no objetivo de alcançar um ambicioso acordo com metas de redução das emissões de gases poluentes, que contribua para a minimização dos crescentes impactos do efeito estufa, como elevação da temperatura, o degelo e a elevação do nível dos mares e outras perturbações climáticas.

Apesar da crescente conscientização popular, o assunto longe está de um consenso, mesmo entre os cientistas, sobre as causas, a quantificação dos efeitos e a eficácia das soluções impositivas. As divergências se ampliam entre os governos, que reagem em adotar medidas que reduzam seus índices de crescimento econômico e a manutenção de benefícios sociais. Como principais causas, apontadas para os danos ambientais, temos a matriz de energia elétrica mundial, os combustíveis automotivos poluentes e o desmatamento e queimadas, sobretudo na Amazônia. Na geração de energia elétrica, os combustíveis fósseis (óleo, gás, carvão mineral) respondem por 67%; a origem nuclear com 14,8%; hidro com 16%; e por último, outras fontes renováveis (solar, eólica, geotermal e calor) com 2,3%! Nos combustíveis automotivos, temos o domínio dos poluentes gasolina e diesel, apesar da significativa contribuição do etanol, no Brasil. As emissões de carbono das queimadas e do desmatamento (reduzindo a fotossíntese) assumem grande importância, sobretudo para o Brasil, que de um cômodo 17% lugar, como país poluidor, salta para o 4º lugar. Somente superado pela China, Estados Unidos e Rússia. O Brasil não pode se esquivar de sua responsabilidade na poluição ambiental!

A China anunciou como meta estratégica tornar-se a nação líder mundial "verde", adotando tecnologia "limpa" para as usinas a carvão (já em 2010); ofertando carros e ônibus híbridos (eletricidade e gasolina); já implantando grandes "fazendas" eólicas e solares, estas com células fotovoltaicas de crescente eficiência.

Os Estados Unidos anunciam plantas deenergia solar que atenderão 69% de seu consumo de eletricidade, em 2050, podendo atingir 100%, se incluídas as demais fontes como eólica, geotermal e biomassa. Os carros híbridos já começam a circular e, brevemente, com células de hidrogênio! O MIT anunciou uma tecnologia "limpa" para usinas norte-americanas a carvão, as quais, juntamente com as da China, representam 40% das emissões mundiais. Resta o desafio: o que fazer com o CO2 "sequestrado"? Enterrá-lo em cavernas e poços ou, mais recomendável, torná-lo alimento de algas marinhas em 'fazendas aquáticas", em terra, que dobram de tamanho a cada duas horas e possibilitam a extração de biocombustíveis-diesel e etanol. Os Estados Unidos objetivam reduzir suas emissões de CO2 em 62% até 2050, comparadas a 2005. O homem primitivo foi dependente e beneficiado pela natureza. Com a agricultura, a indústria, a rápida urbanização e os meios automotivos, tornou-se um agressor do meio ambiente! No século 21, este mesmo homem poderá voltar a ser amigo da natureza provendo, através de avanços tecnológicos, soluções que poderão contribuir, eficazmente, para a sustentabilidade ambiental.

Joaquim Nabuco, jornalista

Humberto França // Escritor
hflince@yahoo.com.br

Às vésperas do Ano Nacional Joaquim Nabuco, 2010, que em Pernambuco, será celebrado pelo governo estadual, Assembleia Legislativa e por notáveis instituições públicas e privadas, devemos rememorar o exemplo democrático e jornalístico de Joaquim Nabuco.

O líder do movimento abolicionista exerceu o jornalismo ao longo da vida. Desde os primeiros momentos de sua formação no Colégio Pedro II, ele participava da redação de um jornal, o Megascopo. Em 1866, quando se transferiu para São Paulo, com o objetivo de estudar na Faculdade de Direito, o acadêmico se envolveu na criação de alguns jornais: a Tribuna, o Liberal e a Independência e também escreveu para o Ipiranga, jornal que influenciava a juventude político-acadêmica na cidade.Igualmente, após receber o diploma de Bacharel da Faculdade de Direito do Recife, em 1870, Nabuco retornou para o Rio de Janeiro e iniciou as suas colaborações em A Reforma, no período de 1871 a 1873. A respeito daqueles textos, ele confessou... "Nesse tempo... o radicalismo me arrasta; eu sou, por exemplo, dos que tomam parte mais ativa na campanha maçônica de 1873 contra os bispos e contra a Igreja. Entro até nas ideias de Feijó, de uma Igreja nacional, independente da disciplina romana...".

Após a sua derrota na eleição de 1881, Nabuco foi obrigado a deixar o país e procurar novas oportunidades na Inglaterra. Pressionado pelos escravistas, ele não encontrava trabalho nos jornais. Amargurado, escreveu: "... sinto não poder servir a emancipação de outra forma senão renunciando a tudo que a escravidão atualmente oferece aos que transigem com ela: as posições políticas, a estima social, o respeito público. Não tenho tribuna, nem imprensa..." De Londres, naquele mesmo período, ele confidenciou ao Barão Homem de Mello: ... "a minha única ambição seria fundar e dirigir no Brasil um jornal... para impelir o país na carreira do progresso". Durante sua estada na Inglaterra, Nabuco se sustentava com o salário de correspondente do Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro e de La Razón, de Montevidéu.

Ao retornar do exterior, Joaquim Nabuco se lançou inteiramente na Campanha Abolicionista, e lhe restava, portanto, pouco tempo para exercer o jornalismo. Após a Abolição, ao lado de Quintino Bocaiúva, ele passou a escrever para um jornal republicano, O País. Em seus artigos inflados, atacou os membros do ministério do Império, embora fosse um monarquista convicto. Escrevia com evidente coragem, a ponto de o jornal Rio News afirmar... "Se um estrangeiro deitasse os seus olhos sobre os jornais desta cidade, no momento atual, seria levado a concluir que o homem mais influente e simultaneamente mais odiado de todo o Brasil é o Sr. Joaquim Nabuco..." Ele não media as palavras. Preferia um jornalismo político incisivo.

Após o Golpe Republicano de 1889, Joaquim Nabuco, retornaria à atividade jornalística. Em 1891, ele recebeu convite do seu amigo Eduardo Prado, para dirigir um jornal em São Paulo. O projeto, porém, não se concretizaria. No meados da década de 1890,Nabuco publicou dezenas de artigos no Jornal do Commércio, que foram reunidos nos livros A Intervenção Estrangeira e Balmaceda. Igualmente, ele foi um dos fundadores do Jornal do Brasil. Nabuco relembrava que no Segundo Reinado vigorou garantia de completa liberdade de imprensa. Eram raríssimos os países que desfrutavam desta liberdade no século dezenove. E, entre 1893-94, ele se incomodava com a censura à imprensa empreendida pelo governo do marechal Floriano Peixoto, que impôs severo controle aos jornais. Joaquim Nabuco defendeu uma atividade jornalística livre. E dela se utilizou para se colocar a serviço dos valores democráticos e do desenvolvimento político e social do Brasil.

Prosopopeia

Pedro de Albuquerque // Escritor
pedrodealbuquerque@gmail.com.br

Matias era neto e não filho do Donatário de Pernambuco, o cristão-novo Duarte Coelho Pereira casado com Brites, aliás, Brith de Albuquerque, filha de Lopo de Albuquerque Conde de Penamcor: Portugal. Conde e Senhor de Uzeda e Ubeda; Andaluzia: Espanha. Este, filho de João de Albuquerque, casado com Leonor Lopes: filha do judaizante, desembargador em Lisboa, Lopo Gonçalves de Leão. Brites, por sua vez, era sobrinha neta de Afonso de Albuquerque: vice-rei da Índia. Foi Jorge de Albuquerque o qual nasceu em , o pai de Matias. Jorge estudou em Portugal mas, com a morte do Donatário, seu pai, retornou ao Brasil em companhia do seu irmão primogênito; tendo, mesmo, explorado o curso do Rio São Francisco. Mas, em 1565 tornou a regressar à Metrópole.

Depois de resistir heroicamente ao assalto de uma frotilha pirata francesa, ficando mesmo à deriva, Jorge e os seus tripulantes tiveram de lançar sorte para determinar quem dos companheiros mais fracos deveveria ser morto para servir de alimento aos demais. Vendo-se, Jorge, a uma milha da costa africana mandou lançar âncoras e, num gesto de bravura idômita salvou a nado, resgatando homem a homem, parte da sua tripulação. Em 1578, havendo milagrosamente retornado a Portugal, foi por Dom Sebastião encarregado da cavalaria do exército português no Norte da África. Na batalha de Alcácer-Quibir defendeu o seu rei e quando este teve o seu cavalo morto em batalha, achando-se a pé meio aos árabes, Jorge cedeu-lhe o próprio cavalo; sem esperanças de sobrevivência. Prisioneiro, foi levado a Fez onde, em consequência de torturas, restou paraplégico. Sendo resgatado por ordem de Felipe I de Espanha, retornou a Portugal. Havendo perdido o seu irmão Duarte morto no cativeiro pelos mouros que bem lhe sabiam da ascendência. Saga cantada por Bento Teixeira na primeira obra literária da história das Américas: "Prosopopeia".

Albuquerque, o nome vem direto do hebraico: Alboker (do alvorecer; do levante; do oriente, por declinação semântica). Este sobrenome é dado aos descendentes diretos do Rei Dom Afonso Sanches por casamento com Tereza Martins de Meneses (Manassés), filha de João Afonso Telo de Meneses, Conde de Barcelos, primeiro Senhor de Albuquerque. A ascendência dar-se por linhagem feminina, passando aos antigos Cunha (Cohen; do hebraico) e destes aos Melo (Mallah, do hebraico) e aos Cavalcanti: descendentes da judia de Florença, Itália, Ginevra Maneli di Aciayolo, mulher de Giovani di Cavalcanti: judeu elevado a Cavaleiro da Corte do Rei Henrique VIII da Inglaterra. Ler J. Matosos em "Identificação de um país". Tudo amplamente documentado desde o ano 1171. Por falecimento do seu irmão herdou Jorge a Capitania de Pernambuco. O que viria abdicar em favor do seu filho Duarte de Albuquerque: Marquês de Basto; Conde e Senhor de Pernambuco; autor das "Memórias Diárias da Guerra do Brasil": Madrid, 1645.

Morreu, Jorge, no início do Século 17 no encargo dos seus estudos e memórias sobre a exploração do Brasil. Matias não deixou descendentes no Brasil, onde todos os Albuquerque ou são descendentes das suas tias ou de Jerônimo, irmão de Brites, reverenciado por Camões como "O Torto", com a índia tabajara Muyra Uby. Daí os Arcoverde, daí os Maranhão, daí os Cavalcanti de Albuquerque, daí os Holanda Cavalcanti, daí os Buarque de Holanda. Também com a sua segunda esposa Filipa de Melo teve a Pedro de Albuquerque, do Rio Formoso, morto e sepultado em Belém do Pará. Havendo Jerônimo casado duas das suas filhas havidas com a índia com os judeus Sebal Lins Dorndorf e Harnald Van Holand agentes do banqueiro de Agsburg Anton Fügers, aliás, Antônio Figueiras: primeiro financiador da indústria do açúcar em Pernambuco.

O espírito humano

Roberto Pereira
Ex-secretário de Educação e Cultura de Pernambuco
robertop@elogica.com.br

Numa leitura atual do mundo, que panorama temos diante dos olhos? Certamente é o da diversidade da cultura e do saber, já que, neste século, o conhecimento é nitidamente a moeda corrente entre os povos.

Nessa diversidade repousa a unidade. O espírito humano, por mais que se afirme na vastidão do conhecimento e na multiplicidade das suas perspectivas, encontrará sempre um ponto básico, que lhe serve de apoio: a inteligência, que procura a verdade por todos os meios da sua especulação. E como isso se processa no âmbito da criação intelectual?

O caso da Filosofia, por exemplo, é típico. Qualquer que seja a carreira abraçada, cabe-lhe abrir ao homem os horizontes do saber. E o saber não é a acumulação da cultura, da técnica e da ciência apenas; é conhecer o destino do homem, a sua missão na face da terra, o que lhe compete como ser humano criado à imagem e semelhança de Deus.

A cultura moderna - se assim se pode dizer- não mudou em relação à antiga quando considera a Filosofia como uma espécie de medida comum de todos os saberes. Não se exige, evidentemente, que todos sejam filósofos. Mas ninguém está dispensado de conhecer a causa das coisas nem o rumo que a inteligência deve tomar diante das efervescências da nossa época, que se misturam com as grandes perplexidades da civilização.

"Somos uma civilização posta à prova," disse o grande historiador inglês Toynbee. E por que posta à prova? Simplesmente porque o homem está desafiado na sua essência, no seu destino, na sua índole.

As causas desse desafio são diversas. Mas todas elas se mostram universais, isto é, comuns a todos os povos, no momento presente. Enquanto cresce o progresso que já é uma criatividade vertiginosa, um assombro, uma espécie de poder mágico conferido ao homem, é o próprio homem que não se sente mais capaz de vencer as suas angústias, as suas inquietações.

É com este mundo assim desumanizado que estamos nos defrontando. Precisamos, mais do que nunca, de um Suprimento de Fé para confiar em Deus e no homem, apesar de sabermos quão difíceis estão sendo os problemas da vida moderna, mas não podemos ignorar que tudo ganha clareza quando o espírito se move na direção da verdade.

A impressão que a civilização dos nossos dias pode dar à primeira vista é a de que a Tecnologia é a única salvação. O desenvolvimento parece ser apenas aquilo que os tecnocratas apresentam. A Comunicação Humana, a Automação, a Cibernética, a Informática, a Econometria - tudo isso, na hora atual da vida em todas as suas dimensões, envolve o homem numa atmosfera de espanto. Mas falta o melhor à compreensão humana.

De que serve conquistar os mundos siderais, que tanto desafiam a nossa imaginação e a nossa curiosidade, se não temos paz, nem amor? Se não somos solidários uns com os outros? Se não há respeito à vida e à dignidade da pessoa humana? Se a Declaração dos Direitos do Homem, proclamada em 1948 pela Organização dos Direitos do Homem, tem sido tantas vezes letra morta? Se não estamos seguros de nós mesmos?

Que as gerações futuras possam encontrar um mundo mais solidário e mais humano num cenário que, amplo e diversificado, deverá ser enfrentado com a bênção de Deus, sob o signo da unidade do espírito que eleva, engrandece e fecunda o esforço humano.


    COMPARTILHE A NOTÍCIA Adicione ao Uêba Adicione ao Digg Adicione ao Google Bookmarks Adicione ao Technorati Adicione ao Windows Live Adicione ao Reddit Adicione ao Del.icio.us Adicione ao Facebook Adicione ao Yahoo! My Web Adicione ao StumbleUpon


Carregando Aguarde: carregando capa...
Edição de quarta-feira, 16 de setembro de 2009 
Selecione a data do
Diario que você
deseja visualizar



Procurar


Conheça o Diario de Pernambuco

Índice | Ed. anteriores | Versão Flip | iPad | História | Acervo
Inf. comerciais | Assine Já | Clube Diario | Leitor do futuro
Superesportes | Admite-se | Lugar certo | Vrum | Expediente

Associados-PE Aqui PE Rádio Clube FM PE Rádio Clube AM PE TV Clube PE Pernambuco.com Admite-se PE Lugar Certo PE VRUM PE