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Primeiras contratações



A Novartis já contratou cinco profissionais para atuar na fábrica de Goiana. Dois deles são recém-graduados pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e concorreram com candidatos de mais de 160 instituições de ensino do país. O pernambucano Francisco Souza Júnior, 22, ficou em primeiro lugar na concorrida seleção. Engenheiro químico, ele vê o novo emprego na multinacional suíça como uma oportunidade de crescer profissionalmente na própria terra.

"Este é um momento ímpar. Considero-me um sortudo. Eu estava no lugar certo, na hora certa", vibrou. O segundo ex-aluno da UFPE que também ficou entre os cinco selecionados nasceu no Rio de Janeiro mas mora em Pernambuco desde o primeiro ano de idade. João da Silva Acioli, 25, é engenheiro mecânico e está bastante empolgado com oportunidade de crescimento que a Novartis está lhe proporcionando.

"Esse investimento é muito importante para o desenvolvimento do estado. Aqui está se formando um polo e chegou a vez da gente colocar a mão na massa", destacou. Os cinco primeiros funcionários foram homenageados durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental em Goiana. Além de Francisco e João, foram contratados dois profissionais egressos da Unicamp e um da USP, duas importantes universidades paulistas. Eles serão treinados em unidades da Novartis no Brasil e exterior.

Para o presidente mundial de Vacinas e Diagnóstico da empresa, Andrin Oswald, a instalação da fábrica em Goiana reacende a esperança de poder prevenir e curar doenças letais, como a meningite meningocócica. "Aqui serão produzidas milhares de doses de vacinas que serão usadas não apenas no Brasil, mas nos Estados Unidos, na Europa e, principalmente, na África. Estamos trazendo ciência e inovação", discursou.

O governador Eduardo Campos, mais uma vez, lembrou que a matriz econômica de Pernambuco está mudando, ao mesmo tempo em que o governo aumenta os investimentos em ensino e pesquisa. "Estamos construindo aqui um polo que dialoga com uma nova fronteira do conhecimento", frisou. Já o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou que a implantação da fábrica em Goiana representa uma oportunidade de alcançarmos um Brasil mais justo e desigual.

O polo farmacoquímico está sendo erguido às margens da BR-101. Tem como uma das âncoras a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), um investimento de R$ 327 milhões do governo federal já em obras. A Novartis é a segunda âncora, trazendo a reboque outras empresas, como a Lafepe Química e a União Química.


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Edição de sexta-feira, 4 de setembro de 2009 
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