"Até a inauguração, não será permitida a realização de shows na área externa", garante o secretário Pedro Mendes. No máximo, ele aceita a possibilidade de promover exposições no local. Desde que foi adquirida pelo governo no ano 2001, a Fábrica Tacaruna, enquanto não era transformada em espaço cultural, abrigou uma edição do Salão de Artes Plásticas, um festival internacional de circo, um desfile de moda, prévias carnavalescas (incluindo Olinda Beer, Guaiamum Treloso e Sala da Justiça) e uma série de shows, alguns com mais de 50 mil pessoas.
A promotora do Ministério Público de Pernambuco Alba Regina diz que a maioria desses eventos foi realizada sem a devida fiscalização sobre a preservação do meio ambiente e do patrimônio histórico, pois denúncias do gênero só começaram a ser feitas em 2009. Com uma ação na justiça, ela pretende garantir que a área externa do prédio não volte a ser utilizada para festas.
Segundo Alba, o governo cedia o terreno da fábrica sem cobrar nada, como uma forma de apoiar esses eventos. A questão se agravou nos últimos meses por causa de um show de Ivete Sangalo, que parou o trânsito e levou os moradores dos arredores a organizarem uma manifestação em frente ao prédio do Ministério Público por causa do alto volume do som. Pedro Mendes, entretanto, quer voltar a liberar o espaço para grandes shows depois da inauguração, "mas só daqui a pelo menos um ano e meio". (J.C.)