Porque ele é "O Cara"
Evyo de Mello // Engenheiro Civil
evyo@speedmais.com.brSer elogiado sempre é motivo de grande orgulho para o ser humano desde a sua infância. Aliás, os especialistas afirmam que os elogios são fundamentais na fase da infância, a fim de que a criança tenha um bom desenvolvimento da sua auto-estima e sinta-se cada vez mais segura para enfrentar desafios na sua fase adulta.
É verdade, no entanto, que no mundo atual um elogio verdadeiro e desinteressado tem se tornado cada vez mais raro. Sempre que alguém faz um elogio, a reação inicial é pensar: "O que ele vai querer em troca?". Ou ainda: "Este elogio não vai sair barato".
Há algumas semanas atrás, nós pudemos assistir uma situação que foi amplamente divulgada na mídia. Assistimos um elogio público, e quem sabe até desinteressado, só que com dois grandes e "badalados" chefes de Estado: o presidente Barack Obama e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como vimos, num ambiente bastante informal, Obama voltou-se para Lula e disse: "Este é 'O Cara', sou fã deste cara". Ora, se levarmos para o lado de que todo elogio tem o seu preço, seria natural concordarmos com alguns analistas que afirmaram que Obama fez este gesto pensando em dar um recado ao presidente Hugo Chávez, e reforçar que na realidade Lula é o grande líder da América do Sul, e desta forma desprestigiar o venezuelano.
Pessoalmente, não entendo que o presidente Obama tenha como objetivo esta razão quando realizou este elogio ao presidente Lula. Colocando de lado a questão política, e olhando para a questão de liderança popular, podemos afirmar de fato que Lula tem de fato os predicados para ser chamado de "O Cara". Senão vejamos: inicialmente sugiro avaliarmos a sua trajetória de vida e observarmos como ele tem uma personalidade forte e uma grande autoestima. Quando ainda criança saiu do interior de Pernambuco e seguiu para morar em São Paulo. Ora, todos nós sabemos que quando se chega desta forma em uma terra estranha, principalmente vindo de uma região menos privilegiada do país, é natural que seencontrem dificuldades para impor as suas ideias e assim poder tornar-se um líder neste meio. Mas Lula consegue passar por cima de toda esta lógica. Para ele não interessa a sua origem (aliás, para ele a sua origem serve de alavanca, pois ele tem orgulho dela). Não importa de onde ele veio, o que na verdade importa , é aonde ele quer chegar. Seguindo então o seu caminho sempre com muita personalidade, e exercendo influência sobre todos os que convivem com ele, partiu firmemente com o propósito de ser presidente da república. Depois da quarta tentativa consecutiva (e haja obstinação), ele consegue ser eleito para o maior cargo público do país. E neste cargo ele passa a representar cada brasileiro, eleitor dele ou não, em todos os setores da economia interna e mundial, em todas as classes sociais, desde os menos favorecidos, até os grandes empresários e chefes de estado do mundo inteiro. E é neste ponto que destaco o maior diferencial deste humilde, mas não fraco nordestino. Um brasileiro simples, mas não subserviente. Um cidadão pouco letrado - sim é verdade, ele tem mais esta "pequena desvantagem" em relação aos que tiveram a oportunidade de estudar e se qualificar, mas não se pode dizer que ele é um cidadão despreparado. Lula tem uma virtude que poucos homens possuem neste mundo: sem ser artificial ou demagogo, ele consegue ser um cidadão simples e conviver no meio do povo. Mas, também com esta mesma naturalidade ele consegue se fazer presente no meio de empresários e cerimoniais com grandes chefes de estado (não só está presente, mas está presente e é notado de forma assertiva). Lula combina se estiver montado em cima de um jegue, mas também cai bem dentro uma bela limusine. É por essas e outras razões, que Obama junto com tantos outros afirmam que ele é "O Cara".
Hugo Chávez & cocadólaresPedro de Albuquerque // Escritor
pedrodealbuquerque@gmail.com"
Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam!"
Edmund BurkeE eu que pensava que o Celso Amorim era o exemplo de estrabismo intelectual. Agora surge no cenário latino americano a figura míope do professor da Universidade Nacional da Colômbia: William Ortiz Jiménez. Metido a oráculo da ciência política a predizer que a Colômbia, em razão do novo tratado com os Estados Unidos da América do Norte, irá tornar-se o Israel da América Latina. Pior, amargará o prejuízo de perder parceiros comerciais importantíssimos como a Venezuela e o Equador. Parece piada, dá, até mesmo, para rir. Não fossem tais aforismos, grotescas cavilações.
Ora, o isolamento de Israel no Oriente Médio não se dá em função do alinhamento com os Estados Unidos da América do Norte, e sim, em razão dos regimes regionais de exceção: da retrógrada teocracia islâmica e dos modelos monárquicos e republicanos absolutistas.
Israel é um estado moderno, democrático de direito, meio à sucata medieval da região. Uma economia próspera com tecnologia de ponta. Um oásis, sem precisar do comércio com os muçulmanos. Ora, nenhuma das torneiras de ouro maciço dos déspotas sauditas custeia, por solidariedade, água, saneamento, saúde e educação para Gaza e a Cisjordânia. Mas, os petrodólares financiam o esfacelamento do Líbano e a morte do povo palestino usado como escudo humano. Tudo a serviço do Iran.
Se o destino da Colômbia é este; portanto, dez! Que seja o Israel das Américas. Ora, esta intelectualidade esquerdofrênica é mesmo de amargar. Quer a todo o tempo a tudo subverter! Cadê que protesta por democracia em Cuba? Cadê que protesta por democracia na Venezuela? Cadê que protesta por democracia na Coreia do Norte? Cadê que protesta por dignidade política no Brasil?
Mas há laços viscerais entre os atuais Brasil e Venezuela: a corrupção, a canalhice e a barbárie intelectual. A patifaria a sustentar o socialismo do século 21 lá e a democracia cá. Isto. Isto mesmo. A patifaria é o sustentáculo da democracia à brasileira: a Ditadura da Desfaçatez Eleitoral. Aliás, cadê a solução do caso Celso Daniel? Cadê a solução do caso PC Farias? É de concluir, assim, ter sido mesmo suicídio: suicidaram eles!
Assim, o Hugo Chávez com a sua cueca recheada de cocadólares encontra sempre um defensor de plantão: ou cínico explícito; ou idiota convicto; ou imbecil com iniciativa. É que os bandidos das espúrias Forças Revolucionárias da Colômbia pagam ao Bufão do Caribe por proteção, pelo fornecimento de armas, pelo tráfico aéreo de drogas e por passaportes ilegais.
O assentamento das bases norte-americanas na Colômbia é de inarredável importância para a estabilidade democrática da América Latina. A ninguém escusa desconhecer dos delírios expansionistas e de perpetuação no poder de Hugo Chávez. Do seu alinhamento ao Iran. Da sua insanidade por querer adquirir armas nucleares. Da sua aventura armamentista. Da sua truculência em cercear a livre expressão e a desmantelar a livre imprensa. Para tanto, ele já legalizou o Hizbolah como movimento político na Venezuela.
Mas, o Brasil está nem aí para a gravíssima situação da tríplice fronteira; mais embaixo ao Sul. Foz do Iguaçu e Ciudad del Leste são os mais perigosos enclaves islâmicos do Ocidente. Tudo aberto e escancarado. De lá, milhões de dólares são lavados para financiar o terrorismo internacional e o tráfico de armas que supre o crime organizado das nossas grandes cidades.
Mas, se a Colômbia já é um modelo de prosperidade econômica e de progresso sócio-político ante a arruinada Venezuela. Imaginem quando se tornar o Israel da América Latina! Bravo, Álvaro Uribe! Alvíssaras!
Sobre o ser jovem e a crença na vidaMárcio Carneiro de Albuquerque // Psicólogo
marcio2820@yahoo.com.brComo psicoterapeuta já recebi em meu consultório inúmeras pessoas. Jovens, meninos e meninas são muitos. Todos trazem consigo além de suas histórias, dores e alegrias. Tem sido recorrente ouvir deles que a vida não vale a pena. Confesso (e não é nada comum se ouvir confissões de um terapeuta), que tais discursos me assustam. Principalmente quando percebo que há um sentimento coletivo maior que acaba por suportar tais falas.
Para Hannah Arendt, a crença neste mundo é uma função típica e basilar dos mais velhos ante os mais novos. Legitimar os modos de vida do passado enquanto ponto de sustentação do presente é parte desta tarefa. Acreditar na vida. A questão maior é que muitas vezes nós adultos não achamos ser possível, apesar das adversidades, construir uma vida satisfatória. Ao perceberem isso, os jovens passam a fugir da vida adulta como o diabo foge da cruz. Relutam em sair da adolescência e alargam os anos desta. Afinal, o que de bom lhesesperam do outro lado do paraíso narcísico infantil?
Temos escolhido viver e construído um mundo pouco interessante para quem de fato ainda não adentrou nele de uma forma efetiva. Possuímos jornadas de trabalho que são verdadeiramente incompatíveis com a saúde física ou psicológica. Entregamos a outros o que deveria ser função de cada pai, mãe, família e comunidade. Pouco nos dedicamos aos laços afetivos mais próximos e a tarefa de educar. Nos drogamos lícita e ilicitamente. Tentamos esquecer nossos males entre um domingo e o dia seguinte onde a rotina nos invade. Compramos coisas que não servem e compramos novamente quando achamos que outras poderiam nos servir. Em suma, vivemos constantemente insatisfeitos e pouco valorizamos a vida naquilo que ela bem ou mal pode nos oferecer.
Disso se conclui que aprendemos em demasia a supervalorizar o presente e o prazer que podemos dele sorver. Disseram-nos que pensar no passado ou no futuro seria perda de tempo e fora de moda. Neste ímpeto não há espaço para ensinaralguém a viver ou a apoiá-lo nesta difícil empresa. Afinal, educar é um saco e não temos tempo pra isso. Talvez nossos meninos e meninas disso se ressintam. E a fala seguinte se torna: eu mal converso com meus pais, ou eles nunca me deram alguma atenção; ou ainda, eles não me ensinaram nada, aprendi tudo sozinho. Neste cenário, o que faria um sujeito que se faz convidado a participar de algo que ele de um lado desconhece e do outro teme? Natural passa a ser a negativa do mesmo e a correspondente relutância.
Tudo isso, faz parte da construção da estilística de nossa existência afetiva para com nossos filhos. Há um enorme preço a ser pago por pouco nos dedicarmos a tal construção. Por motivos vários e também por escolha. Uma das maiores consequências é a depressão na qual muitos deles se encontram. Camuflada em gestos arredios e inadequações diversas. O fato é que criamos um mundo assustador e é difícil para qualquer um interessar-se genuinamente por ele. Para que isso ocorresse, seria preciso valorizar a crença na vida e no mundo enquanto lugares a serem continuamente investidos. Só assim, poderíamos com tranquilidade e sem falsa moral demonstrar a esse nosso jovem desesperançado, que apesar de tudo o que há de ruim na vida e que ele evidentemente vê e senti, ainda vale a pena se dedicar a ela. Se não isso, ruborescemos a face, nada dissemos e a sessão termina.
A tecnologia da informação para o sucesso das empresasLuiz Manzella // Empresário
manzellaluiz@yahoo.comComputadores e sistemas de informação podem ser uma dor de cabeça para muitas empresas, principalmente quando são contratados prestadores de serviços inescrupulosos ou simplesmente incompetentes. Em algumas implantações de sistema que realizamos, houve relatos de várias tentativas infrutíferas de informatização: uma experiência desgastante e custosa para todos. Já vivenciei casos de diretores deprimidos que estavam há um ano sem obter os resultados esperados pelo sistema adquirido, um verdadeiro caos! E ainda pagaram uma boa quantia pelo martírio.
Informatizar é muito mais do que comprar computadores e instalá-los em uma rede, usar planilhas eletrônicas e editores de texto. Os empresários têm que se conscientizar de que se trata de um processo no qual o fator humano e o treinamento do pessoal são de fundamental importância, isso porque envolve mudança na forma de fazer as coisas. Porém, tomando as devidas precauções, a tecnologia da informação é enriquecedora, racionaliza processos, aumenta a competitividade e pode gerar uma grande satisfação no ambiente do trabalho melhorando a qualidade de vida dos envolvidos.
Inicialmente é importante definir a necessidade de informação. O que é que eu preciso? Qual o problema a ser resolvido? Quanto eu posso investir na informatização? Então, a partir das respostas, pode-se pesquisar quais sistemas de informações no mercado que se enquadram na solução das necessidades encontradas e que caibam no orçamento. Após a definição do leque de opções de programas, devemos verificar as referências, ou seja, pesquisar as empresas que já adotaram a solução e o grau de satisfação destas com o produto. Questionar, sobretudo, o funcionamento, a facilidade de operação, o suporte ao usuário, se possível fazer uma visita. Muitas vezes o sistema é bom, porém não tem um suporte local, isto pode trazer grandes aborrecimentos. Outras vezes é ineficiente mesmo.
Alguns empresários tomam a decisão de aquisição de um sistema, baseado na beleza da apresentação das telas e da boa conversa do vendedor. Cuidado, pode ser um grande engano.
Outro fator importante é criar uma estrutura computacional adequada para o funcionamento da solução escolhida. É interessante ouvir as especificações do fornecedor do sistema. É comum os responsáveis pela aquisição destes materiais e serviços serem leigos no assunto e ficarem desorientados com tantas coisas novas e desconhecidas: servidor, antivírus, firewall, em fim, uma infinidade de itens para a estrutura que tem que ser criada. O ideal é contratar uma empresa idônea e com boas referências para montar e cuidar desta parafernália. Não vale a pena deixar uma área tão importante da empresa a cargo de amigos, conhecidos ou familiares.