A evidência de transmissão sustentada da gripe AH1N1 no país, embora ainda não confirmada pelo Ministério da Saúde, pressionou órgãos de vigilância a tomarem medidas preventivas em aeroportos, portos e hospitais de Pernambuco. O Corpo de Bombeiros anunciou que enviará hoje quatro soldados para dar apoio às inspeções sanitárias no aeroporto dos Guararapes. Eles serão treinados por técnicos da Anvisa, que coordena a vistoria nas aeronaves.
A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) informou que dois técnicos estão na ilha de Fernando de Noronha desde ontem. Lá, darão instruções aos médicos do hospital estadual São Lucas de como proceder na triagem de casos do influenza mundial. Outros 10 técnicos da Apevisa devem ser mobilizados ao aeroporto do Recife até o final deste mês. "Em Fernando de Noronha, chegam veleiros internacionais que atracam lá sem passar por nenhum outro porto. Essa é uma preocupação nossa", justificou Jaime Brito, gerente-geral da Apevisa.
A partir de agosto, a cobertura da Anvisa deverá atingir 100% dos voos domésticos no aeroporto do Recife. Hoje a fiscalização dos aviões que fazem rotas dentro do país é feita por amostragem em cerca de 30% dos voos. Em Petrolina, no Sertão, o controle já chegou aos voos domésticos. Desde o início do mês, seis técnicos da Apevisa fazem inspeção permanente no aeroporto. O Hospital de Urgência e Traumas (HUT), com apoio do Samu, atenderá possíveis casos. Já os portos do Recife e Suape permanecem com a vigilância inalterada. Hoje, só da Anvisa, atuam 45 inspetores, além das equipes de apoio, todos exclusivos para a fiscalização de suspeitos da nova gripe em Pernambuco.