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Estrada da perdição

Burocracia, problemas ambientais ou falta de verba são alguns dos desajustes que o país enfrenta para melhorar sua infraestrutura e que têm contribuído para manter rodovias como a BR-101, particularmente no contorno do Recife, esburacadas, perigosas e, neste caso, péssimo cartão-postal da capital pernambucana. Os 62 quilômetros do trecho da estrada entre Jaboatão e Igarassu recebem o maior fluxo de veículos de carga do Nordeste - cerca de 35 mil veículos por dia - e a imagem que levam não é boa.

A obra consta do PAC, mas empacou. A última licitação para aquele lote foi em abril passado. Mas não apareceu interessado. Depois disso, não se tem notícia sobre quando a obra começará, muito menos sobre a tecnologia a ser adotada. Do ponto de vista técnico, há duas soluções sugeridas. Uma proposta pelo Dnit regional prevê a quebra e a retirada das placas de concreto existentes para uma solução asfáltica. Outra começa ganhar terreno dentro do próprio Ministério dos Transportes: aproveitamentos das antigas placas de concreto, solução tecnicamente viável.

Segundo a Associação Brasileira de Cimento Portland-ABCP, apenas 20% das placas precisam ser substituídas. A maioria encontra-se em condições de aproveitamento, podendo servir de sub-base para a adoção de uma nova técnica que implica na aplicação de uma camada de concreto sobre o antigo leito, chamada de overlay.

Pista // Há uma pista que sugere o reaproveitamento das placas. No lote 6 da BR-101, de Igarassu até a divisa com a Paraíba, o Batalhão de Engenharia do Exército, responsável pela obra, não está conseguindo viabilizar a solução de quebrar, retirar e refazer a pista em asfalto, em função da alta resistência do material.

Ampliação // O Grupo Netuno, líder nacional na produção de pescados, está refazendo suas contas para este ano, com viés para cima, e já estuda a ampliação da produção de tilápias. Em Petrolândia, o criatório envolve pequenos produtores da região e produz 4 mil toneladas de tilápia/mês.

Tilápia // A chegada da Netuno em Petrolância, há três anos com o Projeto Tilápia - um investimento de R$ 5 milhões -, além de fortalecer a economia local, mudou os hábitos alimentares. Ao invés de ser convidado para uma buchada ou um bode assado, o visitante é levado a saborear tilápias. E à beira do São Francisco.

Pela boca

O setor de fast-food produzido em Pernambuco está ganhando os mercados externos. O empresário Fernando Torres, do Grupo Couvert, acertou nova franquia dos seus restaurantes. Vai abrir a terceira unidade do Bistrô Couvert, no Shopping Manaíra, em João Pessoa. Inaugura antes do final do ano.

Gestão portuária // A primeira turma de MBA Gestão de Negócios Portuários e Logística do Norte/Nordeste, ministrado pela IBPEX - Facinter/Instituto Brasileiro de Pós- Gradução e Extensão, concluiu o curso pioneiro atenta ao mercado de trabalho em Suape. A formatura será no próximo sábado com jantar no Boi Preto.

Clima // Pesquisas sobre Mudanças Climáticas e Biocombustíveis; e o Seguro Rural no Brasil à luz das incertezas do clima serão temas a serem debatidos na quarta edição do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas. Realizado pela Allianz Seguros o evento que traz estudos do WWF, será dia 15 de julho, em São Paulo.


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Edição de domingo, 5 de julho de 2009 
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