Tegucigalpa (EFE) - Fracassou a missão do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, chegou ontem a Tegucigalpa, em busca da tentativa de levar Manuel Zelaya de volta ao poder. O presidente da Corte Suprema de Justiça de Honduras, Jorge Rivera, disse que a saída de Manuel Zelaya do poder "é irreversível", informou uma fonte judicial.
Insulza chegou ao meio-dia ao Aeroporto Toncontín, na capital hondurenha, a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e em meio a fortes medidas de segurança. Sem dar declarações à imprensa, se dirigiu imediatamente à sede da Suprema Corte.
Sua reunião com o presidente da instituição, Jorge Rivera, durou mais de uma hora e foi o primeiro ponto da agenda de uma visita que inclui deputados e representantes de setores sindicais e da sociedade civil, de acordo com fontes diplomáticas.
Insulza quer que as autoridades que estão no poder desde o golpe de Estado contra o presidente Zelaya, no domingo passado, "mudem o que estão fazendo" atéagora e "encontrem maneiras de retornar à normalidade", em um país imerso em uma profunda crise política, desde então.
Zelaya foi detido e expulso do país pelos militares no domingo, e no mesmo dia o Congresso o destituiu e nomeou Roberto Micheletti em seu lugar.
Reação - Eduardo Enrique Reina, secretário particular do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou ontem que este voltará ao país independente do resultado da visita de José Miguel Insulza, mas não estabeleceu a data.
Ao ser perguntado sobre a declaração do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de que o retorno do chefe de Estado deposto ocorreria no domingo, o secretário evitou estabelecer uma data.
A Venezuela anunciou que vai suspender o enviou de petróleo a Honduras que faz parte do acordo da Petrocaribe, como parte das medidas em repúdio ao golpe militar contra o presidente Manuel Zelaya, anunciou ontem o presidente venezuelano, Hugo Chávez.
"Nós suspendemos os envios de petróleo, que não são para Zelaya, é para o povo de Honduras, produto da Petrocaribe", afirmou Chávez em seu programa de rádio e televisão.
O líder disse que estava previsto para a "próxima semana" um envio de combustível a Honduras que não acontecerá.
A Petrocaribe é uma iniciativa venezuelana para baratear o custo dos combustíveis às empobrecidas economias caribenhas.