Um dos projetos de lei que tramita em caráter de urgência na Câmara de Vereadores - para ser analisado antes do recesso parlamentar - é o de criação de 33 cargos comissionados na Empresa de Urbanização do Recife (URB). Eles representam gasto de, pelo menos, R$ 57,9 mil mensais aos cofres municipais e causaram chiadeira entre os servidores. Os profissionais questionam a formalização dos novos empregos públicos, quando a Prefeitura ainda não fechou o acordo salarial com os técnicos e auxiliares de enfermagem, em greve desde o início de junho.
A criação dos cargos é uma exigência para garantir o Capibaribe Melhor, projeto financiado pelo Banco Mundial (Bird) para urbanização de áreas das margens do rio que leva o mesmo nome. Sinaliza que o projeto finalmente pode sair do papel e beneficiar 1,4 mil famílias que vivem em palafitas. De acordo com o coordenador do Capibaribe Melhor, César Barros, o projeto deixou a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e foi encaminhado ao Senado. O prefeito do Recife, João da Costa(PT), visitou nesta semana integrantes da comissão de Assuntos Econômicos do Senado para pedir prioridade ao projeto. A expectativa é de seja analisado pelos senadores antes do recesso parlamentar. "O acordo, assim, seria assinado no fim de agosto", disse Barros.
A maioria dos cargos (14) é para gerente de área (salário de R$ 1,2 mil). Dez são para assistentes técnicos (R$ 842) e sete para assessores de áreas como licitação e assuntos jurídicos. Os maiores salários são para o diretor técnico (R$ 4,7 mil) e o coordenador geral (R$ 6,8 mil). As vagas são de livre nomeação da URB.