São Paulo - O PSDB entrou com duas representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma contra o PT e outra contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Civil, Dilma Rousseff. Em ambos os casos, os tucanos apontam suposta prática de atos de campanha eleitoral antes do prazo permitido e pedem as punições previstas em lei.
No primeiro caso, o PSDB questiona a propaganda partidária gratuita do PT que foi ao ar em rede nacional de TV e rádio no último dia 28 de maio. De acordo com o partido, ao compararem a gestão atual do presidente com administrações passadas, os petistas extrapolaram os limites da mera divulgação pragmática do partido, fazendo propaganda eleitoral em favor de seus filiados. O PSDB pede, além da aplicação de multa - que vai de pouco mais de R$ 20 mil a R$ 52,3 mil -, a cassação do direito de transmissão de novas propagandas do PT. O relator do caso é o ministro Felix Fischer.
A segunda representação ajuizada pelo PSDB questiona evento realizado no dia 29 de maio, quando o presidente Lula e a ministra foram ao Rio de Janeiro inaugurar um complexo poliesportivo construído com recursos do PAC. Os tucanos alegam que o presidente Lula teria feito de seu discurso um "palanque para as eleições de 2010" em favor da suposta pré-candidata do PT à sucessão presidencial, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. O partido pede a aplicação de multa para o presidente da República e para a ministra. O ministro Fernando Gonçalves foi indicado relator do caso.