Cancún, México (EFE) - A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse ontem, no México, que não é hora de baixar a guarda contra a gripe AH1N1, especialmente nos países onde atualmente é inverno."Temos que acompanhar com cuidado o que vai acontecer no inverno do hemisfério sul", declarou Chan, que foi a Cancún participar da cúpula que o presidente mexicano, Felipe Calderón, promoveu para debater a doença.
No evento, que reuniu ministros mexicanos e especialistas de todo o mundo, a diretora-geral admitiu que o comportamento do vírus AH1N1 não foi totalmente compreendido.
Mas destacou que os sintomas da nova gripe (febre alta, dificuldade respiratória, falta de ânimo, dor torácica e, em alguns casos, vômitos) e os protocolos de atuação já foram plenamente identificados.
As autoridades da Argentina aumentaram ontem as medidas de prevenção diante do avanço da gripe, que já altera a rotina da população do país sul-americano com mais vítimas fatais por causa da doença.
Em alguns municípios da populosa periferia de Buenos Aires, foram suspensas todas as atividades com público, e a Corte Suprema de Justiça resolveu antecipar as férias do pessoal do Judiciário, para evitar a propagação do vírus. A preocupação com a gripe é tanta no país, que até um protesto realizado ontem - na capital - contra o golpe militar, contou com manifestantes mascarados.
Segundo o novo ministro da Saúde argentino, Juan Manzur, a gripe suína causou entre "43 ou 44" mortes na Argentina, enquanto cálculos da imprensa local elevam esse número para 55.
Em Montividéu, Uruguai, uma mulher de 60 anos e um homem de 50 são as novas duas vítimas fatais da gripe AH1N1 no Uruguai, elevando para três o total de mortos pela doença no país. A mulher já possuía diversos problemas de saúde, como diabetes. Por isso, o vírus AH1N1 foi a "gota que transbordou o copo", explicou o diretor de Saúde do governo uruguaio, Jorge Basso.