"HUB" no meio do mar
Para fazer face às necessidades e conveniências do futuro campo de exploração da área do pré-sal, na Bacia dos Santos, a 300 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, a Petrobras está perto de decidir se constroi, ou não, a meio caminho entre as praias fluminenses e a área de exploração, uma enorme plataforma intermediária na qual centralizará a movimentação dos operários, técnicos, auxiliares, materiais e equipamentos relacionados à operação exploratória em apreço. Será uma como que "cidade artificial" com todos os requisitos destinados a garantir o êxito completo das perfurações a céu aberto no âmago de águas profundas. O HUB da Petrobras, um habitato artificial dentro do oceano, terá por missão garantir as condições melhores possíveis para esse trabalho a ser executado em condições que se diriam anômalas, especiais.
Deu-se a certeza de que não há a possibilidade de a Petrobras utilizar helicópteros poderosos de tal maneira que possam voar, de contínuo, 600 quilômetros. Essa é a precitada distância de ida evolta entre o continente e a área de exploração dos campos de petróleo do pré-sal. Não se trata, apenas, de projetar e construir helicópteros poderosos que possam ter maior autonomia de voo que os atuais, mesmo os mais modernos em serviço. Há problemas com a preparação dos voos e decolagens e com a separação de espaços nos quais se possam fazer as manutenções dos aparelhos. Para voar até as plataformas de exploração, vencidos os primeiros 300 quilômetros, e em seguida voltar à terra, haverá que separar espaço para o combustível das aeronaves em operação. Tudo seria muito desgastante do ponto de vista logístico. A "ilha" na metade do caminho permitirá a utilização de aeronaves menores, que consomem menos combustível e demandarão menos espaço nas plataformas de exploração a que nos referimos.
Ocorre um conjunto de problemas logísticos adicionais, problemas até mais difíceis de resolver a cargo de Gerência Executiva de Logística de Exploração e Produção da empresa.
Consta que 11 serão as plataformas que haverãode ser construídas para a exploração do pré-sal, até o ano de 2015. Tudo preparado para que o país possa ganhar a dotação, por que todos esperam, de 1,8 milhão de barris-dia de ouro negro das jazidas do pré-sal. Se, nos dias de hoje, o movimento de empregados, que transitam entre as plataformas de petróleo e destas ao continente, atinge a "população" de 40 mil pessoas, imagine-se qual será a dimensão do fluxo de pessoal daqui a algum tempo necessário a fazer correr do fundo do mar para terra firme a quantidade de petróleo calculada pelos técnicos da empresa. É claro que essa estimativa de 1,8 milhão de barris-dia não é para logo, é previsão para o ano de 2012, quando todos os apoios logísticos estiverem montados e todos os equipamentos interligados para esse grande acontecimento nacional.
É de ver que as jazidas do pré-sal descobertas até agora não se acham cubadas com a requerida precisão. Decorrerá algum tempo após iniciada a exploração delas, para que tenham os brasileiros a exata noção do tamanho da oferta de riqueza prodigalizada ao país pela natureza. Há poucas Noruegas e poucos Brasis no mundo, mas sobra capacidade, aqui, para que possamos dar a tudo isto a resposta que imaginamos - nós e os pósteros.
O pré-sal não mudou apenas a fisionomia da grande empresa, mudou muito mais coisas no Brasil.
Assis Chateaubriand"Não resisti à tentação de dizer que dois Manet e um Renoir haviam sido dados por um banqueiro e financiados por outro".
(in "Um empresário que era um gentil-homem" - 3.3..1961)
Frases"
A Fiepe está em plena fase de maturidade institucional".
Presidente Jorge Côrte Real sobre a Fiepe que comemora 70 anos.
"
Ele achou que assumiria a presidência e que estaria acima de julgamentos".
Senador Jarbas Vasconcelos referindo-se à série de denúncias contra Sarney.
"
Farei todos os esforços para o desenvolvimento do futebol no país".
Luiz Felipe Scolari, técnico brasileiro, apresentado como sucessor de Zico no Bunyodkor, do Uzbequistão.