A principal vitrine do artesanato local chega à sua décima edição amanhã.
 Shows de amanhã, no palco montado no Centro de Convenções, prestam homenagem a Mestre Salu. Foto: Alexandre Gondim/DP/D. A Press |
Até o próximo dia 12, a Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato) ocupa 29 mil metros quadrados do Centro de Convenções, em Olinda, abrigando 4 mil expositores que foram selecionados para representar as diversas faces do artesanato local, nacional e internacional.
"Como a procura de expositores cresceu 30% este ano, fizemos uma seleção baseada na diversidade, abrindo espaço para as várias tipologias do artesanato", explicou o coordenador-geral da feira, Roberto Lessa. Mais do que uma simples feira de artesanto, a Fenearte tem se consolidado como uma plataforma de divulgação das riquezas culturais do estado, trazendo uma programação que envolve desfiles de moda, apresentações musicais e teatrais.
Este ano, o evento homenageia o centenário do Mestre Vitalino. O artesão, que tornou o boneco de barro símbolo da cultura nordestina, terá um espaço inteiro dedicado à sua obra. O Museu Mestre Vitalino foi montado no anexo externo, onde antes existia a Oca com produções indígenas. "O espaço vai ter 20 réplicas produzidas pelos familiares de Vitalino. Também vai ter monitores no local para contar a biografia dele", disse Lessa.
A Fenearte também presta homenagens a três perdas recentes sofridas pela cultura pernambucana no ano passado. O Mestre Salustiano será o patrono do palco montado na Praça Marinês e sua gente, recebendo homenagens no dia de abertura da feira com shows do Maracatu Piaba de Ouro, Cavalo-marinho Boi Matuto, Lia de Itamaracá, Família Salustiano e Rabeca Encantada, SaGrama e Maciel Melo. Ao longo dos dez dias de evento, 46 atrações se apresentarão no local.
Outra homenageada é Ana das Carrancas, com painéis de fotografias e duas peças de 1,90m abrindo a seção Alameda dos Mestres, que reúne obras de 37 artesãos significativos da expressão pernambucana. No mezanino, dois espaços farão tributo à arquiteta Janete Costa: o Espaço Interferência, com peças artesanais que dialogaram com o design e o Museu de Arte Popular, com o acervo de artesanato reunido pela arquiteta ao longo da vida.
Além deles, o piso superior também vai abrigar apresentações teatrais e oficinas de bordado de golas da maracatu, couro, mamulengo, barro, reciclados, circo e linhas (crochê, tapeçaria, tricô, vagonite e tenerife). A moda marca presença outra vez com a Passarela Fenearte. Por lá passarão 18 desfiles de criadores pernambucanos, que incluem nomes como Fátima Rendas, Carol Azevedo, Dona Chica, Eduardo Ferreira e Andréa Monteiro.
Ainda no mezanino, acontecerá a Rodada de Negócios promovida pelo Sebrae entre os dias 5 e 8. A expectativa é que o encontro com lojistas e artesões possa render este ano R$ 3,6 milhões. A Fenearte deve render negócios na ordem de R$ 22 milhões, atraindo um público de 250 pessoas.
O horário de funcionamento da feira é de 14h às 22h, mas nos dias 5, 11 e 12 a abertura dos portões acontece mais cedo, às 10h. Os ingressos custam R$ 4 e R$ 2 (meia) nos dias de semana e R$ 6 e R$ 3 (meia) nos fins-de-semana.