Pernambuco.com
Diario de Pernambuco
DIÁRIOS ASSOCIADOS
 


  Enviar por e-mail Comentar Imprimir  
Para quem pretende pagar menos
Mais em conta // Prisma com motor 1.0 tem bom desempenho e baixo consumo. Mas acabamento não é dos melhores e o pacote de segurança um pouco limitado
Eduardo Aquino
eduardoaquino.mg@diariosassociados.com.br


Alguns analistas automotivos acreditam que o fato de oferecer o motor 1.0 para o Prisma é uma estratégia da General Motors para preparar a aposentaria do Corsa Classic.

Modelo já toma conta da preferência do consumidor que faz o comparativo com a versão de 1,4 litro. Foto: Maurício Pavan/GM Divulgação
Outros acreditam que se trata de mais uma opção do fabricante para o segmento dos compactos populares, e fundamentam sua opinião na força que o Classic ainda tem e faz sentido: é o quinto modelo mais vendido no mercado brasileiro, com quase 10 mil unidades mensais. Seja qual for a estratégia, a mistura do Prisma, que é derivado de um projeto mais moderno (o Celta) e foi lançado em 2006, com o novo motor 1.0 VHCE, a um preço atraente, é uma boa sacada e cresce como referência no Nordeste.Por fora, o Prisma 1.0 não tem nenhuma diferença em relação ao 1.4, sendo comercializado também nas versões Joy (básica) e Maxx (um pouco mais equipada). A frente do sedã compacto segue o mesmo estilo adotado nos outros modelos da marca, com faróis grandes, capô com vinco em forma de V e grade com barracromada. De perfil, não existem frisos e nem retrovisores pintados na cor da carroceria (somente as maçanetas são da mesma cor). Também não há rodas de liga leve, nem como opcionais, e as calotas têm desenho de bom gosto. Na traseira, que tem lanternas grandes, com lentes vermelhas e transparentes, a única novidade é o logo VHCE (com a letra E em verde) do novo motor 1.0. É por dentro que o Prisma revela seu principal ponto fraco: o acabamento. A começar pelo plástico do painel, de aspecto ruim e baixa qualidade; passando pelo apoios de cabeça dianteiros fixos, sem regulagem de altura; e chegando ao volante torto, que é muito baixo e limita o conforto de motoristas mais altos, já que não existe regulagem de altura da coluna de direção e nem do banco do motorista. Por outro lado, o tecido de tear do revestimento dos bancos é de bom gosto e toque agradável e o interior tem bom número de porta-trecos. O espaço interno é limitado. Só existe conforto para quatro adultos de estatura mediana. A capacidade do porta-malas (de 439 litros) é boa, embora não chegue a ser uma referência entre os sedãs compactos. O motor 1.0 é o mesmo que já equipa o Celta e o Classic e que foi lançado no início deste ano. As letras VHC vêm do inglês very high compression, que significa que o motor tem alta taxa de compressão (12,6:1), e o E refere-se, segundo a GM, a três motivos: ecológico, econômico e energético.

Econômico - O primeiro motivo foi devido às alterações feitas para se enquadrar à nova resolução 315/02 do Conama, que reduz os níveis de emissões veiculares e entrou em vigor este ano. Os outros dois (econômico e energético) podem ser sentidos no bolso e no pé direito do motorista, tanto no trânsito urbano quanto na estrada. O Prisma 1.0 bebe pouco e anda bem: arrancadas, retomadas de velocidade e, mesmo com ar ligado (claro que o desempenho cai bastante nessa situação), consegue ser bem razoável. Mas é preciso saber dosar o acelerador, aproveitando bem os embalos e as retas planas, senão o consumo realmente se equipara com o demodelos 1.4 ou 1.6. A calibragem da suspensão favorece o conforto, pois absorve razoavelmente bem as imperfeições do piso para um carro dessa categoria, mas inclina demais a carroceria. O câmbio tem relações de marchas bem dimensionadas e os engates são precisos e macios. O Prisma 1.0 tem um uma boa relação custo/benefício, pois os preços são bem atraentes, mas o pacote de segurança é tão despojado que não inclui nem apoio de cabeça com regulagem de altura nos bancos dianteiros, muito menos opção de freios ABS e airbag.

Ficha Técnica

Quanto custa: A partir de R$ 29,9 mil (Joy) na rede autorizada.

Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 999cm³ de cilindrada, oito válvulas, que desenvolve potências máximas de 77cv (g) e 78cv (a) a 6.400rpm e torques máximos de 9,5kgfm (g) e 9,7kgfm (a) a 5.200rpm

Transmissão: Tração dianteira, com câmbio manual de cinco marchas

Suspensões/rodas/pneus: Dianteira, independente, do tipo McPherson, com barra estabilizadora; e traseira, semi-independente por eixo de torção, com molas do tipo barril progressivas / 5,5 x 14 polegadas (em aço) / 175/65 R14

Direção: Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica

Freios: A disco na dianteira e tambor na traseira, não tem ABS nem como opcional

Peso: 921kg

Tanque: 54 litros

Capacidade de carga: (peso total dos ocupantes e bagagem) 440kg

Equipamentos

De série Conforto/ Conveniência: Retrovisores externos com comando manual interno, relógio digital, ar quente, para-sol do passageiro com espelho integrado e direção hidráulica.

Aparência: Vidros verdes, rodas de aço de 14 polegadas; e maçaneta externa na cor do veículo.

Segurança: Imobilizador de motor, desembaçador do vidro traseiro, protetor de cárter e terceira luz de freio. Opcionais Vidros e travas com comando elétrico, alarme e ar-condicionado.


    COMPARTILHE A NOTÍCIA Adicione ao Uêba Adicione ao Digg Adicione ao Google Bookmarks Adicione ao Technorati Adicione ao Windows Live Adicione ao Reddit Adicione ao Del.icio.us Adicione ao Facebook Adicione ao Yahoo! My Web Adicione ao StumbleUpon


Carregando Aguarde: carregando capa...
Edição de quinta-feira, 2 de julho de 2009 
Selecione a data do
Diario que você
deseja visualizar



Procurar


Conheça o Diario de Pernambuco
Expediente | Índice geral | Versão Flip | Ed. anteriores | Acervo
Assinaturas | Clube Diario | Leitor do futuro | Signos | História
Cedoc | Informações comerciais | Admite-se | Vrum | Lugar certo

Copyright - DiariodePernambuco.com.br | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta página sem a prévia autorização. Fale conosco.