Após circular pelo circuito comercial da cidade, Che - O argentino, de Steven Soderbergh, entra em cartaz no Cinema Apolo.
 Foto: Europa Filmes/Divulgação |
A temporada na sala municipal situada no Bairro do Recife pode ser uma das últimas oportunidades de apreciar o longa na tela grande, antes da estreia nacional de sua continuação, Che - O revolucionário, prevista para agosto. Na verdade trata-se de um filme único, quase todo falado em espanhol, com quatro horas e meia de duração, desmembrado por motivos de mercado e exibido de uma tacada só no Festival de Cannes do ano passado.
Este primeiro tomo acompanha a transformação do homem em mito, ou seja, narra a aventura que levou Ernesto Guevara (Benício Del Toro), então conhecido como "argentino" a se tornar o "Che" hoje eternizado no imaginário mundial. Para tanto, o filme intercala dois momentos distintos de sua biografia: em 1956-59, quando a ilha de Cuba foi tomada por forças lideradas por Fidel Castro (Demian Bichir) e seu irmão Raul Castro (Rodrigo Santoro); e em 1964, nos EUA, enquantodefendia seus ideais e paixões de revolucionário frente à imprensa e à Assembleia Geral das ONU, em Nova York.
Aos afoitos por sequências de luta e sangue, um aviso: elas quase não existem. Aqui, os embates dizem mais respeito aos valores de uma estrela afixada na boina que aos de armas em punho. (André Dib)