Petrópolis e Araras - Desde a última sexta, Petrópolis, no Rio de Janeiro, ameniza o frio com as programações do Festival de Inverno e da Bauernfest, típica festa alemã da cidade. Além dos eventos, que se estendem até o início de julho, as tradicionais atrações da cidade imperial também não perdem o rebolado.
 Funghi D'oro. Um roteiro gastronômico. Foto: Ricardo Beghini/EM/D. A Press |
A Catedral São Pedro de Alcântara deve ganhar, até agosto, mais uma justificativa para figurar entre os mais procurados pontos turísticos do lugar: a torre do templo em estilo gótico vai ser aberta, pela primeira vez, à visitação. Com isso, os turistas terão acesso ao órgão de 2.227 tubos e ao conjunto de cinco sinos que pesam 12 toneladas.
Destino típico para quem curte frio, Petrópolis sabe o que faz com atrações que aproveitam a temperatura baixa para ganhar ainda mais charme. O espetáculo Som e Luz, realizado nas noites de quintas, sextas e sábados, diante do Museu Imperial,é o melhor dos exemplos. E para quem quiser esticar o programa, o distrito de Araras, a 25 quilômetros, faz das baixas temperaturas, da gastronomia sofisticada e o do aconchego das pousadas seus cúmplices para criar um clima de romance.
Entrecortada por florestas de mata atlântica, num vale aos pés da Serra da Maria Comprida, o pequeno povoado da região serrana fluminense tem seis restaurantes de primeira linha e opções de hospedagem capazes de agradar até aos mais exigentes casais que gostam de se aconchegar na estação que está começando agora.
Charreteiro - O Festival de Inverno e a festa alemã Bauernfest vão dar um pouco mais de trabalho para Rony Silva, de Petrópolis. Ele tem 22 anos e trabalha como charreteiro há nove: "Desde pequenino eu me interessava por história, acho que é um dom mesmo". Isso porque chofer que se preze acaba fazendo as vezes de guia de turismo. É assim com os 16 profissionais cadastrados na prefeitura para pilotar as "Vitórias" (como são chamadas as carruagens de passeios na cidade). O cadastro e o selo "Charreteiro Sangue Bom" servem para atestar os bons tratos ao cavalo e a capacitação do charreteiro.
"A gente tem que saber tudo, porque o turista adora curiosidades do período imperial e as casas que foram cenários de novelas da TV", explica Rony. No dever de casa dele, estão detalhes como os 33 registros do órgão da Catedral São Pedro de Alcântara que ficará acessível à população com a abertura da torre do templo, prevista para até agosto. Os registros estão distribuídos em três teclados manuais e um pedal. Os maiores tubos têm sete metros e os menores, 29 centímetros. O colosso, que passa por reforma para voltar a funcionar, foi instalado na igreja em fevereiro de 1937, pesa nove toneladas e tem nove metros de altura, por oito de comprimento. Rony garante a facilidade para decorar esse tipo de dados: até agosto, já estará na ponta da língua.