Mercado de trabalho em crescimento não é sinônimo de emprego garantido. A concorrência em economia está grande, principalmente quando a vaga também pode ser preenchida por administradores e contadores, mas para os que estão sempre em busca de especialização e em estudo contínuo, as portas se abrem com mais facilidade.
Cláudia Pereira, coordenadora das contas regionais da agência Condepe/Fidem acredita que quem faz o curso apenas pelo diploma não terá grandes chances de se empregar. "Apesar da profissão estar crescendo, fica cada vez mais difícil sair da faculdade e encontrar um emprego logo de cara. Hoje, o economista precisa levar a sério aquilo que faz e se especializar na sua área", alerta Pereira. Roberto Teixeira, analista financeiro, também acredita na especialização como destaque. "A concorrência está cada vez maior e as pessoas estão precisando ficar mais especializadas naquilo que fazem", diz Teixeira.
Já Victor Picini, diretor administrativo e financeiro da Ebba, não vê a especialização como única saída para se destacar. Ele acredita que quando mais cedo o estudante procurar uma vaga, mais chances tem de se empregar. "A faculdade vai dar toda a teoria, mas é a prática que forma o economista. A vivência de mercado é importantissíma para o estudante", avisa. Apesar de colocar a experiência em primeiro lugar, Picini também alerta para a necessidade do estudo. "As pessoas que estão sempre se dedicando ao estudo com certeza têm melhor aceitação no mercado. Até porque os grandes professores são também consultores, ou atuam em grandes empresas e eles mesmo encaminham aqueles alunos que mais aparecem para o mercado", afirma.