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Analistas dos números e da sociedade
Profissão de economista não se resume à matemática. Carreira exige boa leitura dos números e compreensão da sociedade,das empresas e da política. Salário pode ser atraente
Juliana Godoy // Especial para o Diario
julianagodoy.pe@diariosassociados.com.br


Como misturar as áreas de humanas e exatas em um único curso? Fácil. Escolhendo economia no vestibular. A graduação é uma das únicas que conseguem unir dois perfis diferentes de estudantes.

Márcio está no 8º período e ressalta a dobradinha de números e humanas. Foto: Jaqueline Maia/DP/DA Press
Aqueles que adoram números e aqueles que preferem uma boa história. Mas para encarar a profissão de economista não basta apenas gostar das disciplinas, é preciso estar antenado com tudo o que acontece no mundo e ainda estar disposto a se especializar sempre. A escolha da faculdade é apenas o primeiro passo na jornada de quem deseja seguir essa carreira.

O coordenador do curso de ciências econômicas da Universidade Federal de Pernambuco, Zionam Rolim, explica que o trabalho do economista pode ser descrito como uma verdadeira análise. Análise do cenário econômico, da situação da empresa ou governo, do futuro e de tudo o que puder influenciar nos rendimentos. "O economista é a pessoa responsável por analisar as possibilidades de lucros e perdasde uma empresa", resume Rolim. "O aluno sai da faculdade pronto para se adaptar a qualquer situação. Ele pode trabalhar com políticas públicas, empresas e até se tornar um micro-empresário. Depende do foco que ele dê à sua carreira", complementa o coordenador de economia da Faculdade Boa Viagem, Alexandre Jatobá. Mas antes de escolher a carreira, o aluno precisa se adequar ao perfil de um economista. "Tem que ter gosto pela leitura e pelos números. Apesar de ser um curso da área das ciências sociais, economia exige uma boa base de matemática", alerta Jatobá.


Alexandre Jatobá, da FBV, destaca importância da leitura para obter sucesso. Foto: Jaqueline Maia/DP/DA Press
E foi por conta dessa "mistura" de áreas que Márcio Alves, 25 anos, procurou a graduação em ciências econômicas. No 8º período do curso, ele garante não se arrepender da escolha que fez alguns anos atrás. "Acho bom justamente pelo equilíbrio entre humanas e exatas que existe nas cadeiras. Posso unir o que eu gosto", afirma Alves, que só optou pela graduação pertinho do vestibular. "Só decidi quando fui pesquisar sobre o curso que faria. Aí percebi que meuperfil se encaixava bem em economia. Hoje, já penso em trabalhar com pesquisa financeira", diz o estudante que estagia no Banco Central de Pernambuco. Outro que tambémsó decidiu por economia perto do vestibular foi Bernardo Feitosa, 19 anos, que está de malas prontas para continuar a graduação em Ohio, Estados Unidos. "Lá, as universidades são mais livres, você só escolhe o que realmente quer mais no final do curso, mas pretendo terminar o que comecei aqui e quem sabe me especializar", garante Feitosa, que está indo para o 2º período da UFPE.

Zionam, da UFPE, explica que caso Bernardo continuasse por aqui, o curso dele seria dividido em quatro pilares: teoria econômica, metódos quantitativos, história e formação geral. "Dentro de cada um o aluno vê uma parte especifíca. Teoria é a teoria pura mesmo, os métodos quantitativos é a parte de cálculo e a formação geral são as cadeiras de sociologia, ciências políticas", explica. Para Jatobá, a graduação pode ser resumida em três grandes corpos. O das disciplinas humanísticas, um do raciocínio e outro central. "No primeiro seriam as cadeiras que ajudam o economista entender o comportamento humano, que aborda a história da economia; no segundo estão as cadeiras de cálculo, que exigem reciocínio do aluno e a central é a economia pura, englobando desde a macro até a a micro economia", afirma.

Onde estudar:

Universidade Federal de Pernambuco: 2126- 8000
Universidade Federal Rural de Pernambuco: 3320- 6000
Universidade Católica: 2119- 4000
Faculdade Boa Viagem: 3081- 4444


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Edição de segunda-feira, 29 de junho de 2009 
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