Paris (EFE) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, assegurou ontem que a burka é um símbolo de "servidão", contrária à "ideia da república francesa sobre a dignidade da mulher". "Não é um símbolo religioso, mas de servidão", afirmou o presidente francês, que ressaltou que "a burka não é bem-vinda" na França.
Perante o Congresso, que se reuniu em caráter extraordinário em Versalhes, o chefe de Estado francês disse que a burka "não é um problema religioso", mas "um problema de liberdade e de dignidade das mulheres".
A declaração de Sarkozy, presidente de um país laico, é feita uma semana depois de o governo aceitar estudar uma lei que proíbe o uso da burka na França, um acessório de origem afegã que esconde completamente a mulher atrás de longa túnica e que só conta com uma pequena abertura na altura dos olhos.
Déficit - Nicolas Sarkozy assegurou também aos parlamentares que não aumentará os impostos, porque isso atrasaria a saída da crise, e que quer mudar o modelo de crescimento. As declarações foram feitas em um solene discurso diante do Congresso, reunido no Palácio de Versalhes, o primeiro de um chefe de Estado ao Parlamento, desde 1848.
Sarkozy se dirigiu a senadores e deputados para expor as linhas básicas de seu mandato, em um discurso parecido ao sobre o estado da União, feito todo ano pelo presidente norte-americano.
Começando pela economia, o presidente francês ressaltou que não haverá altas de impostos, porque isso atrasaria a saída da crise.
"Não farei uma política de rigor. Não aumentarei os impostos", prometeu, antes de admitir que a França tem um problema de déficit. As prioridades de seu governo serão financiadas, disse, com uma emissão de dívida pública, cujo montante e modalidades não determinou.