Pernambuco.com
Economia
Diario de Pernambuco
 


  Enviar por e-mail Comentar Imprimir  
Reajuste dos servidores ameaçado por arrecadação
COFRE MAIS VAZIO // Ministro do Planejamento admite cortar aumentos de funcionários
Luciano Pires e Deco Bancillon
lucianopires.df@diariosassociados.com.br
decobancillon.df@diariosassociados.com.br


A vertiginosa queda na arrecadação de tributos obrigará o governo a fazer novos cortes no Orçamento deste ano. Por causa da agressiva política de desonerações fiscais - autorizada pela União desde o agravamento da crise econômica mundial - e do aumento dos gastos com funcionários, o caixa federal está R$ 63 bilhões menos robusto do que em 2008 no acumulado dos cinco primeiros meses. O rearranjo nas contas públicas ainda depende do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a decisão de compensar as perdas e equilibrar as despesas está tomada.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que defendeu ajustes, disse que as medidas deverão ser anunciadas na próxima semana e reafirmou que todas as hipóteses estão em análise, inclusive aquela que prevê o adiamento dos aumentos autorizados ao funcionalismo. "É uma queda forte, mas vamos analisar melhor antes de dizer o que vamos fazer. Não temosdecisão ainda. Tudo está em análise", disse.

Ele afirmou, ainda, que a queda de arrecadação da receita foi maior do que a queda da economia e justificou essa situação com o fato de muitas empresas terem utilizado créditos tributários para abater impostos que deveriam ter sido arrecadados no período. O ministro citou como exemplo de uma reestruturação de pagamento de impostos, por parte das empresas, a manobra contábil utilizada pela Petrobras.

Bernardo explicou que quando concedeu incentivos e determinou a redução de impostos que beneficiou alguns setores produtivos o governo já havia contabilizado uma série de frustrações de receita. O problema é que, conforme o ministro, o recuo acabou sendo mais acentuado do que o previsto inicialmente porque o comportamento da economia não respondeu à altura. Segundo ele, o desafio da equipe econômica agora é delimitar qual é o teto dos impactos causados pelos benefícios tributários. "Em algum momento teremos de falar que o limite é esse, não sei, mas esse limite está bem próximo", completou.

A segunda parcela de reajustes está programada para ser paga em julho. Cerca de 1,8 milhão de servidores do Executivo aguardam por melhorias nos contracheques que variam de 30% a 150%, dependendo do setor. O impacto orçamentário estimado na folha de pessoal neste ano é de R$ 29 bilhões, custo que aumentará em 2010 e 2011 quando os reajustes terão efeitos integrais. Em maio, Paulo Bernardo tinha dito que estava nas contas do governo autorizar a segunda parcela do aumento. No início do ano a área econômica contingenciou R$ 21,6 bilhões do Orçamento 2009.


    COMPARTILHE A NOTÍCIA Adicione ao Uêba Adicione ao Digg Adicione ao Google Bookmarks Adicione ao Technorati Adicione ao Windows Live Adicione ao Reddit Adicione ao Del.icio.us Adicione ao Facebook Adicione ao Yahoo! My Web Adicione ao StumbleUpon


Carregando Aguarde: carregando capa...
Edição de sexta-feira, 19 de junho de 2009 
Selecione a data do
Diario que você
deseja visualizar



Procurar


Conheça o Diario de Pernambuco
Expediente | Índice geral | Versão Flip | Ed. anteriores | Acervo
Assinaturas | Clube Diario | Leitor do futuro | Signos | História
Cedoc | Informações comerciais | Admite-se | Vrum | Lugar certo

Copyright - DiariodePernambuco.com.br | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta página sem a prévia autorização. Fale conosco.