São Luís - O agora ex-governador do Maranhão Jackson Lago (PDT) resistiu à decisão do Tribunal Superior Eleitoral de cassar seu mandato e do vice, Luiz Carlos Porto (PPS), por abuso de poder econômico e compra de votos. Os quatro recursos da defesa foram negados na última quinta-feira pela Corte. Até o início da noite de ontem, Lago estava decidido a dormir no Palácio dos Leões, sede oficial do governo, mesmo depois da posse da segunda colocada nas eleições em 2006, Roseana Sarney (PMDB). O ex-governador pretende dar uma coletiva à imprensa nesta manhã.
A renúncia ao cargo de senadora foi lida em plenário, na manhã de ontem, pelo primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI). A vaga na Casa será ocupada pelo empresário Mauro de Alencar Fecury (DEM). O presidente do Senado e pai da governadora, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que a decisão do TSE de cassar o mandato de Jackson Lago foi "uma grande justiça". Em nota, o partido de Lago manifestou apoio ao político. "Cassar o mandato de Jackson Lago é um duro golpe na soberania popular exercida pelo sufrágio livre e universal do povo maranhense, que optou majoritariamente por mudanças na política estadual e rejeitou a candidata da oligarquia conservadora".
A defesa de Jackson entrou ontem com uma ação cautelar no STF para mantê-lo no cargo. O pedido, no entanto, foi arquivado. Os advogados de Lago pediram em seguida uma liminar para suspender a decisão do TSE. Até o fechamento desta edição, o recurso não tinha sido julgado. Logo após a decisão do TSE pela cassação de Jackson, em março, sua defesa entrou com recursos no Supremo contestando a decisão do TSE. O argumento é de que a Constituição determina que a vaga aberta após dois anos de mandato deve ser preenchida por meio de eleição indireta em votação da Assembléia Legislativa. Outro ponto em discussão é o julgamento pelo TSE sem uma decisão prévia do tribunal regional do estado. Os recursosestão em tramitação no Supremo.
Roseana já anunciou os primeiros nomes para o secretariado. Uma das primeiras medidas do novo governo será a realização de uma auditoria nos convênios realizados pelo pedetista. Roseana deverá pedir licença médica para tratar de um aneurisma cerebral. Assumirá o vice, o ex-senador João Alberto (PMDB).