Rio - O brasileiro Torben Grael tem uma boa chance de ampliar a vantagem de seu barco, o Ericsson 4, na liderança da Volvo Ocean Race, com a realização hoje da regata costeira do Rio de Janeiro, marcada para as 13 horas. Mas, embora conheça a Baía da Guanabara como a palma da sua mão, o bicampeão olímpico não aceita ser apontado como favorito.
"Já naveguei aqui várias vezes e acho que, com sorte, teremos tempo bom, mas este é um lugar complicado para regatas, com muitas correntes", afirmou Torben, cujo barco lidera a classificação geral, com 63,5 pontos, contra 53 do Puma, 50,5 do Telefónica Blue e 43.5 do Ericsson 3.
A regata costeira vale 4 pontos para o vencedor, 3,5 para o segundo colocado e assim sucessivamente, até o ponto solidário dado para o sétimo e último lugar, mas os comandados de Torben sabem que há um valor emocional envolvido em vencer na casa do comandante. "Tivemos alguns dias de relaxamento, e agora é hora de voltar", disse o tático Stu Bannatyne.
Embalado pela vitória na última regata oceânica, da China até o Rio, o capitão do Ericsson 3, Magnus Olsson, se diz tranquilo para a prova. "Tentamos relaxar, passamos três dias em Búzios tomando caipirinhas e agora estamos prontos", contou.
Ao todo, sete barcos estarão na prova, inclusive o Telefónica Black e o Delta Lloyd, que não conseguiram disputar a regata anterior, de Qingdao, na China, ao Rio. O holandês Delta Lyold contará na regata costeira com a presença de Marcelo Ferreira, companheiro de Torben Grael na conquista das medalhas de ouro da classe Star nas Olimpíadas de Atlenta/1996 e Atenas/2004. "Ele é um grande velejador e conhece esta baía muito bem", disse o comandante Roberto Bermúdez.
A regata costeira acaba ainda hoje, e depois os barcos se preparam para a sexta regata oceânica, que sai do Rio, no próximo sábado, a vai até Boston, nos Estados Unidos. O encerramento da prova está marcado para o fim de junho, em São Petersburgo, na Rússia.