O caso mais raro de gravidez na infância que se tem conhecimento ocorreu no Peru em 14 de maio de 1939, quando uma menina de apenas cinco anos, sete meses e 21 dias, deu à luz um menino de 2,7 quilos, por meio de cesariana. Assim, a menina Lina Medina entrou para a história da medicina e é considerada até hoje como a mãe mais nova do mundo. O filho batizado como Gerardo, morreu aos 40 anos, em 1979, vítima de uma doença que atacou a sua medula óssea, cuja enfermidade os médicos não conseguiram diagnosticar a relação com o fato de sua mãe ter engravidado precocemente. Nunca também ninguém descobriu a autoria da paternidade do bebê. E Lina, por sua vez, jamais revelou o nome do pai da criança.
Esse é exatamente o mistério que ronda toda a história. O pai de Lina chegou a ser preso temporariamente, acusado de incesto, mas depois foi solto por falta de provas. As suspeitas recaíram então em um irmão de Lina que era deficiente mental. Mas também nada ficou comprovado. Segundo os médicos que examinaram a menina naépoca, Lina menstruou pela primeira vez com apenas dois anos e meio e engravidou aos quatro anos e oito meses.
Embora os médicos tenham associado a precocidade de menina aos desequilíbrios hormonais, a peruana sempre se negou a falar sobre o assunto. Preferiu passar sua vida na pobreza, sem qualquer assistência do governo do Peru. Em 1972, ela casou-se e aos 38 anos teve outro filho. No Peru, muitas vezes, a menina era associada à Virgem Maria, que havia concebido o filho sem o pecado original, por obra do Espírito Santo. Há boatos, que hoje, aos 77 anos, Lina vive no México.