A Oi vai iniciar sua ofensiva fora do Brasil. A meta da empresa é captar 110 milhões de clientes em cinco anos, sendo 30 milhões no exterior, principalmente em países vizinhos e de língua portuguesa. Ontem, o grupo anunciou a conclusão da aquisição da Brasil Telecom (BrT) por R$ 5,3 milhões. Segundo o presidente Luiz Eduardo Falco, a integração das duas empresas estará concluída em 18 meses e proporcionará uma economia de R$ 1 bilhão por ano para o grupo a partir da sinergia.
"Agora é o momento certo. Momento de crise é bom para se expandir. Grandes grupos se expandem em momento de crise", disse Falco, em entrevista coletiva à imprensa sobre os planos da companhia de buscar clientes também no exterior. De acordo com o executivo, há várias empresas em países como Venezuela, Chile, Peru, na África do Sul e no Caribe que podem ser adquiridas.
"O pessoal está fazendo contas. Dependendo do nosso fôlego, vamos andar pra frente", comentou, descartando entretanto movimentos no "curtíssimo prazo", em função dos compromissos financeiros já assumidos. No final, a operação com a BrT custou aos cofres da Oi R$ 13 bilhões. Como parte do processo, a Oi está assumindo uma dívida de R$ 1 bilhão da Invitel, detentora anterior das ações de controle da BrT.
A BrOi, como vem sendo chamada a nova gigante das telecomunicações, nasce com 53 milhões de clientes, sendo 22 milhões em telefonia fixa, 27 milhões na móvel, 3,7 milhões em banda larga e o restante em TV por assinatura. E presença em 4,8 mil dos 5,3 mil municípios brasileiros. Nos próximos cinco anos, o grupo pretende investir R$ 30 bilhões em itens como ampliação das redes e integração das plataformas.
Falco entende que a aquisição aumentará a concorrência e beneficiará os consumidores, através da redução de tarifas e preços no médio prazo. "Com certeza vai haver queda de preço. O que tivermos de produtividade, incluindo a economia de R$ 1 bilhão que vamos ter com a sinergia, vai ter que ser repassado em 75% ao cliente já no reajuste de julho", contou. (M.B.)