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Agrestina // Operação de guerra para salvar dedos



Viaturas e pessoal do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Hospital Regional do Agreste (HRA) e um incomum vôo noturno do helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF), orientado pela iluminação da BR-232, podem garantir a recuperação de quatro dedos da mão esquerda do adolescente Gabriel Francisco da Silva, 12 anos. Segundo a médica Adlay Danielle Menezes, do Samu de Caruaru, a operação de socorro foi iniciada às 16h40, quando o adolescente colocou os dedos numa polia da serralharia familiar de fundo de quintal, onde ajudava o irmão, Flávio Francisco da Silva, 23, em Agrestina, a 179 quilômetros do Recife, no Agreste Meridional.

"O atendimento só foi possível porque Carlos Eduardo Cunha (coordenador estadual de urgência) autorizou o vôo do helicóptero", destacou Adlay. Caso isso não ocorresse, de nada teria valido o esforço para transportar o adolescente de Agrestina até o HRA, em Caruaru, a 130 quilômetros do Recife. "O prazo máximo de reimplante com sucesso é de duas horas após o acidente. Não dava para vir de carro", explicou Carlos Eduardo, acrescentando que o transporte por helicóptero é feito até as 17h. "Quando saíram do hangar ainda pegaram o sol, mas depois tiveram que usar as luzes da BR-232 como referência", frisou.

A parte mais difícil do socorro terminou às 18h47, quando a médica e o adolescente desembarcaram com o adolescente no heliponto do Hospital Esperança, de onde seguiram para o SOS Mão, na Ilha do Leite. Ou seja, mais de sete minutos além das duas horas. "Ele estava consciente e um pouco assustado", contou Adlay. A hemorragia do momento da amputação dos dedos médio e anelar e das lesões nos indicador e mínimo havia sido contida durante o socorro pelo Samu. "O risco maior é para os dois dedos amputados", avaliava a médica.

Essa parte ficou para a destreza da equipe do SOS Mão. Gabriel Francisco foi encaminhado para o médico Marcelo Crisanto, que realizaria a cirurgia que dura de quatro a seis horas. Após o reimplante e o tratamento das lesões, o paciente deverá permaneceralguns dias em observação, até que esteja garantido o êxito do procedimento.


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Edição de sexta-feira, 9 de janeiro de 2009 
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