Mais uma notícia triste para a educação em Jaboatão dos Guararapes: a Escola Municipal Jesus Almirante Tamandaré, na Estrada de Curcurana, será desativada ainda este mês. Estudam nela mais de 500 alunos da educação infantil. De acordo com a secretária de Educação do município, Mirtes Cordeiro, a medida faz parte das ações emergenciais adotadas pela nova gestão para acabar com o caos no setor, um dos mais problemáticos da cidade. A infraestrutura da Almirante Tamandaré está totalmente destruída. Localizada em área de mangue, o piso e as paredes estão comprometidos com os constantes alagamentos e põem em risco a vida das crianças. A prefeitura já está procurando nova sede para substituir o prédio próprio antes do início do ano letivo.
"A Escola Almirante Tamandaré não tinha condições de atender os alunos de forma adequada. O ambiente era completamente insalubre. Para não prejudicar os 515 alunos que estudavam lá, já estamos procurando imóveis que possam abrigar a comunidade escolar", afirmou a secretária. Mirtes Cordeiro não descartou que outras escolas de Jaboatão sejam desativadas ou interditadas. "Ainda estamos avaliando a situação da rede. Mas percebemos que as poucas escolas que visitamos até o momento apresentam funcionamento precário. Isso significa que elas podem ter o mesmo destino da escola de Curcurana", avisou.
Ontem cinco representantes da Secretaria de Educação do município visitaram duas escolas nos bairros de Cavaleiro e Prazeres. A rede possui 115 escolas. Vinte e cinco delas precisam de reformas urgentes, orçadas em R$ 2,4 milhões. O investimento previsto para a pasta este ano é de R$ 5 milhões. O problema é que a nova gestão já informou que não pretende fazer reforma em prédios alugados, realidade de 40% das unidades de Jaboatão. Construções de novas unidades, por enquanto, estão fora de cogitação.
Professores - Como se não bastassem os problemas estruturais, os professores da rede estão reivindicando o pagamento dos salários de dezembro e parte das férias de 2008. E dizem que não voltarão à sala de aula caso o vencimento não seja quitado. Em contrapartida, a Prefeitura sinaliza o pagamento parcelado. "Não vamos aceitar essa proposta. Queremos o pagamento inteiro. Mas a categoria está aberta a outras negociações", informou o presidente do Sindicato dos Professores de Jaboatão (Sinproja), Paulo Bezerra. O impasse, pelo visto, continua.