Por enfrentar problemas com outras entidades e não se sentir representado por elas, um grupo de artistas do estado decidiu fundar a Artepe (Associação dos Realizadores de Teatro de Pernambuco). A iniciativa ocorreu em 2003 e, desde então, a associação reúne mais de 20 companhias, de teatro adulto e infantil. De hoje até domingo, estes artistas e outros convidados não-filiados à instituição estarão juntos no 2º Congresso de Teatro da Artepe, discutindo o tema Profissionalização e Mercado de Trabalho.
"Muitos atores e diretores veem suas montagens como obras de arte, mas falta saber vendê-las, encará-las como um produto também. E lutar para ter mais qualidade, para legalizar juridicamente os grupos", aponta Feliciano Félix, que encerra sua segunda gestão à frente da Artepe. Durante o evento, será eleita a nova diretoria da associação.
Hoje, às 19h, a programação do Congresso da Artepe começa com a realização de uma Missa de Ação de Graças na Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Artistas, na Avenida João deBarros (próximo ao Hospital Ana Nery e à Funai), onde os grupos agradecem ao padroeiro da classe, São Genésio. Na sexta-feira, às 19h, é a vez de um coquetel no Teatro Barreto Júnior, no Pina, precedido por apresentações do Coral Recicanto, dos Correios, e do Balé Chegança.
No sábado, o Congresso se transfere para o auditório do Recife Plaza Hotel, na Rua da Aurora, com três mesas-redondas, com a participação de Taciana Portela, do Ministério da Cultura, para falar sobre cadeia produtiva; Luciana Azevedo, da Fundarpe, comentando a interiorização do mercado cultural e João Roberto Peixe, ex-secretário de Cultura da Prefeitura do Recife, detalhando o Plano Nacional de Cultura. Às 18h, a atriz Maria Alves, de Caruaru, protagoniza o monólogo Solteira, casada, viúva, divorciada, dirigido por Aluísio Guimarães. No domingo, o Congresso termina com uma palestra sobre marketing cultural, com a Môlins Comunicação e a a posse da nova diretoria.