Brasília - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), afirmou ontem que conta com o apoio do senador José Sarney (PMDB-AP) na disputa pela re-eleição da presidência do Senado, que acontece em 2 de fevereiro. Em entrevista concedida ontem à Agência Senado, ele voltou a dizer que há seis pareceres jurídicos que amparam a legitimidade de sua candidatura. O senador Tião Viana (PT-AC) também disputa a presidência da Casa.
"Na parte jurídica, encontro-me numa situação bastante confortável diante dos pareceres jurídicos que tenho. E quanto à questão política, eu me mantenho candidato e tenho ouvido do senador José Sarney que ele está apoiando minha candidatura", acrescentou Garibaldi, que assumiu o mandado após a renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL).
Por sua vez, o PTB ainda está em compasso de espera na eleição para a Presidência do Senado. De acordo com o senador Romeu Tuma (SP), a bancada petebista deverá se reunir no final do mês para definir em bloco qual candidato terá o apoio do partido. "Tenho apreço pelos três nomes que vem sendo comentados", diz o senador paulista, referindo-se ao petista Tião Viana (AC), ao atual presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN) e ao senador José Sarney (PMDB-AC), que já ocupou a presidência da Casa no biênio 2003-2004, período em que Tuma exerceu o cargo de 1º Secretário da Mesa Diretora.
Tuma descarta que haja alguma dissidência entre os sete senadores da bancada. "Sempre votamos em bloco", garante. Segundo ele, a bancada não está inclinada a apoiar nenhum nome em especial. Mas lembrou o passado político do líder, Epitácio Cafeteira (MA). "Ele possui um bom relacionamento com o Sarney".
Adicional - A Mesa Diretora da Câmara reuniu-se ontem, por mais de quatro horas, na residência do presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP), para acertar questões administrativas da Casa. Foi aprovada criação de um adicional de especialização a ser pago aos funcionários a partir de fevereiro. Este adicional - que terá um valor máximo de R$ 1,8 mil - irá variar de acordo com os títulos de mestrado ou doutorado do funcionário ou ao nível de especialização e conhecimento do trabalhador na sua atividade. De acordo com Câmara, o adicional de especialização terá um custo mensal entre R$ 3 milhões a R$ 4 milhões. Na reunião, a Mesa Diretora também decidiu, em acordo com o Sindicato dos Funcionários do Legislativo, criar um plano de saúde específico para cerca de 12 mil funcionários comissionados (que não pertencem ao quadro funcional da casa). O plano, que será gerenciado pelo Sindicato, será mantido com a contribuição dos funcionários e da Câmara, dentro do orçamento de 43 milhões já destinados à saúde.
A Mesa Diretora voltará a se reunir ainda este mês para decidir sobre restrições para o ressarcimento de despesas médicas dos deputados, consideradas abusivas.