Ao contrário dos prefeitos que assumiram o primeiro mandato no último dia 01, os prefeitos reeleitos do estado não devem enfrentar problemas com a transição. Já estão familiarizados com a máquina pública, conhecem bem os dados da administração e não estão privados de nenhuma informação preciosa. Mas isso não significa que o trabalho deles vai ser fácil. A crise financeira mundial é um elemento que parece preocupar todos os gestores.
Henrique Fenellon (PCdoB), prefeito reeleito de Goiana, na Zona da Mata Norte, disse que a meta é cortar gastos, principalmente com servidores. "O início deste ano é o momento de corrigir os erros e se prevenir contra a crise, para não sermos pegos de surpresa", afirmou. Outro prefeito preocupado com os impactos da crise é João Lemos (PCdoB), reeleito em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife (RMR). Para enfrentar o "caos financeiro", o prefeito admite a possibilidade de cortar cargos comissionados, desacelerar obras e enxugar a máquina pública.
Já em Moreno e Abreu e Lima, naRMR, Edvard Silva e Flávio Gadelha, respectivamente, não parecem muito preocupados com a crise. Ambos foram reeleitos pelo PMDB, e estão mais empenhados em estimular o desenvolvimento de seus municípios. Edvard Silva pretende aproveitar a posição privilegiada de Moreno, na rota de Suape, para atrair indústrias. "Quero concretizar a rodovia ligando Moreno ao Cabo e atrair indústrias para nossa cidade", destacou. A ambição de João Lemos é parecida em Abreu e Lima. Além de investir na industrialização, o prefeito afirma que vai explorar o turismo na cidade. "Nossa cidade tem muitas belezas naturais, temos de saber usar isso", concluiu. (Paula Brukmüler)