São Paulo - O prefeito Gilberto Kassab (DEM) tomou posse às 16h de ontem, em sessão solene realizada na Câmara de Vereadores, na capital paulista. Ele foi reeleito em outubro de 2008 para assumir a prefeitura da maior cidade do país. Além de Kassab, também tomaram posse os 55 vereadores e a vice-prefeita, Alda Marco Antônio(PMDB). Na ocasião, o prefeito fez um agradecimento aos vereadores do PT, que, em sua avaliação, fizeram um trabalho responsável como oposição.
Em seu nome e no nome do governador do Estado, José Serra (PSDB) - eleito em 2004, mas que deixou o cargo em 2006 para concorrer ao governo paulista -, Kassab frisou que os dois tiveram "a melhor relação possível" com a oposição. Na avaliação do prefeito, o relacionamento com os vereadores foi de cooperação e isso resultou em desenvolvimento à cidade de São Paulo, "com avanços extraordinários", principalmente nas áreas de saúde, educação e no combate à poluição. Ele mencionou especificamente o projeto Cidade Limpa, um dos carros chefes de sua campanha à reeleição.
A sessão solene foi presidida pelo vereador Wadih Mutran (PP-SP), o político mais antigo da legislatura, e teve como primeiro-secretário Aguinaldo Timóteo (PR), o segundo mais antigo entre os vereadores. Todos foram chamados ao plenário para fazer o juramento como novos integrantes da Casa, mas somente Jamil Murad (PCdoB) se manifestou com um discurso. Ele disse torcer pelo fim do conflito entre israelenses e palestinos e pediu o fim "do massacre" contra o povo palestino.
Em discurso na sede da Prefeitura de São Paulo, na cerimônia que marcou o início oficial de seu segundo mandato, Kassab prometeu uma gestão de continuidade. Além disso, reafirmou o compromisso de manter os investimentos em saúde, educação e transporte público, a despeito da crise financeira internacional Ao lado de seu padrinho político, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a quem classificou de "maestro", o prefeito afirmou: "Neste segundo mandato seremos o mesmo governo, com o mesmo plano de governo revigorado pornossos desafios."
Kassab usou uma metáfora futebolística para falar sobre a "presença" de Serra em sua administração, mesmo após o tucano ter deixado o cargo de prefeito para assumir o governo estadual. Ele comparou a sua gestão com a seleção brasileira dos tempos do craque Pelé, citando que após a saída do jogador, a seleção continuou com a "mesma espinha dorsal". E aproveitou a ocasião para alfinetar a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), sua maior adversária nas eleições. Ele relembrou a situação financeira do município no final do mandato da petista.
O prefeito também devolveu uma outra crítica feita pela petista durante a campanha eleitoral, relacionada ao elevado volume de recursos no caixa da prefeitura. Em resposta, Kassab disse que essa reserva de recursos será útil para enfrentar os efeitos da crise financeira global.