Uma das dez pessoas feridas durante a explosão de uma caldeira em Afogados da Ingazeira, a 380 quilômetros do Recife, no Sertão do estado, foi atendida no Hospital da Restauração (HR), no Recife, e não corre risco de morte. O acidente aconteceu ao meio-dia da última quarta-feira no Abatedouro Industrial Serrote Redondo e chamou a atenção dos moradores da cidade por conta do barulho da explosão. Dois funcionários, entre eles Geraldo Ferreira da Silva, que está no HR, foram jogados longe da caldeira.
Segundo boletim do Hospital da Restauração, Geraldo Ferreira tem queimaduras de 1º e 2º graus em 40% do corpo. Ele foi atendido inicialmente na unidade de queimados, mas já foi transferido para a emergência. Geraldo não é considerado um paciente grave. No entanto, ainda não tem previsão de alta. Os outros nove feridos, em estado menos grave, foram atendidos no hospital público de Afogados da Ingazeira.
Funcionário da empresa Serrote Redondo, Cícero Silvestre dos Santos, 47 anos, disse que estava voltando do almoçopara o segundo turno do trabalho quando testemunhou o acidente. "Por pouco não fui ferido também. Estava a 100 metros de distância da caldeira nessa hora. Depois da explosão, tinha ferragem jogada para todo lado. Não sei como ninguém morreu", contou Cícero. Segundo um morador da cidade, que pediu para não ser identificado, o chão chegou a tremer na hora do acidente. "Como a empresa fica em uma parte alta de Afogados da Ingazeira, a explosão também foi ouvida por todo mundo", comentou.
Investigação - Uma equipe do Instituto de Criminalística (IC) do município de Salgueiro realizou, ontem, perícia no abatedouro onde ocorreu a explosão. A Delegacia de Afogados da Ingazeira também vai abrir inquérito para apurar as causas do acidente com base nas informações da perícia e de depoimentos de testemunhas.
Ontem, um dia após um acidente, os comentários que cinculavam na cidade apontavam que a caldeira onde aconteceu a explosão já é velha e tinha problemas por falta de manutenção. O abatedouro de frango funciona há cerca de 12 anos na cidade e possui três caldeiras. A previsão é de que o local volte a funcionar ainda hoje.
Na quinta-feira, feriado de Natal, os funcionários foram convocados para fazer uma limpeza no espaço. A reportagem do Diario de Pernambuco tentou falar com a administração do abatedouro, mas até o fechamneto desta edição, às 21h, não obteve retorno.