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Teatro de Rua // Quando bem e mal são relativos



Eles carregam os próprios cenários, fazem a maquiagem uns dos outros, criam os figurinos.

Vem Cá Vem Ver circula com Quem ensinou o Diabo a amassar o pão? Foto: Lucas Cavalcanti/Divulgação
Chegam a modificar um pouco a trama das peças de seu repertório, a partir das opiniões e interferências da platéia, pois abrem a roda de discussões após as apresentações. Com 28 anos de existência, o Grupo de Teatro Popular Vem Cá Vem Ver, nascido em Casa Amarela, mais precisamente na Vila do Buriti, vai pegar a estrada e visitar dez cidades de Pernambuco, levando na bagagem o espetáculo Quem ensinou o Diabo a amassar o pão?. O projeto de circulação, aprovado pelo Funcultura, começa hoje, às 19h, na Praça do Chafariz, em Ipojuca, e só termina em janeiro, quando eles chegam a mais sete municípios, como Afogados da Ingazeira e São José do Egito, no Sertão.

"Nunca estamos completamente prontos. Estar na rua, em contato com o público, é um grande aprendizado. E queríamos muito chegar a regiões do estado onde ainda não estivemos", garante o diretor do grupo Alexandre Menezes, 33 anos. Integrante mais antigo no Vem Cá Vem Ver- ele está há 16 anos no grupo - Alexandre afirma que o teatro de rua tem mais penetração junto à comunidade por seu conteúdo político e social. No ano passado, durante dois meses, o grupo realizou vinte apresentações em Casa Amarela e percorreu lugares que os atores desconheciam. "Fizemos as peças em becos e até no quintal da casa de uma moradora, que nos "emprestou" o espaço", recorda o diretor.

Segundo ele, que também é o autor do texto de Quem ensinou o Diabo a amassar o pão?, a peça mostra que o bem e o mal são relativos e dependem do ponto de vista de quem vivencia a história. "A nossa linguagem precisa ser acessível, para que as pessoas possam compreender sobre o que estamos falando. Mas não damos a receita pronta. Lançamos a proposta e o público tira suas conclusões", ressalta Alexandre Menezes, que participa do elenco ao lado de mais dez atores. No próximo sábado, dia 20, também às 19h, a peça chega ao Pátio de Eventos, em Carpina, e no domingo, dia 21, será encenada na Praça Beira-Rio, em Paudalho.As apresentações são gratuitas.


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Edição de quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 
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