O governador Eduardo Campos renovou o mandato como presidente do PSB sem nenhuma contestação dos correligionários. Nem mesmo o ex-governador Miguel Arraes (falecido em 2005) teve tanta unanimidade no partido. O PSB obteve um crescimento de 76% nas últimas eleições municipais, assim como registrou em 2006, quando elegeu três governadores (PE, CE e RN). Cada vez mais, os socialistas se consolidam como um ator importante para a governabilidade do presidente Lula e, por isso, participarão ativamente das discussões sobre a sucessão presidencial.
O PSB tem uma bancada de 31 deputados federais e compõe o chamado bloquinho na Câmara ao lado do PDT, do PCdoB, do PMN e do PRB. Juntos, eles somam 76 parlamentares, a terceira maior bancada da Casa, fundamental para a aprovação dos projetos do governo. Conta também com dois senadores. E se prepara para tentar um maior crescimento em 2010. "Nós estamos prontos para qualquer tarefa em 2010. Precisamos nos organizar, trazer mais militantes. Podemos cumprir um papel relevante nesse momento e estamos animados com o futuro do Brasil e do partido", declarou Eduardo Campos durante o discurso de posse, ontem, no Recife.
A tarefa do PSB para 2010 ainda não foi definida. Sabe-se que qualquer decisão sobre a composição da disputa presidencial passará por Eduardo Campos. O partido detém um dos presidenciáveis do país. O deputado federal Ciro Gomes é um dos presidenciáveis - ele já afirmou que não pretende ser vice-candidato - e apareceu em segundo lugar na pesquisa Datafolha divulgada no início da semana. Sem falar que o próprio Eduardo Campos tem o nome cogitado para concorrer ao Palácio do Planalto. Ele, no entanto, garante que só tratará sobre o assunto em 2010 e que o nome dele não está colocado para concorrer ao Planalto. "Nossa grande tarefa agora é ajudar o governo Lula a superar a crise econômica mundial", afirmou.