No pacotão enviado pelo governador Eduardo Campos à Assembléia, mais três projetos de lei foram apresentados para melhorias na área da educação. Além do abono de computador, o governo pretende criar 52 novas escolas de ensino integral, beneficiando mais 24 mil alunos do ensino médio. Se aprovada a medida, o estado contará, em 2009, com 103 unidades de ensino com jornada ampliada. As outras propostas dizem respeito à mudança no bônus de desempenho educacional (BDE), que passa a ser redistribuído às escolas premiadas, caso uma outra unidade não consiga cumprir a meta de avaliação; e ao projeto Pé no futuro, programa de apoio financeiro-educacional a estudantes da rede pública estadual de ensino. Somados, os investimentos nos projetos ultrapassam a marca de R$ 90 milhões em recursos.
A ampliação das escolas de período integral em mais 50 unidades faz parte do plano do governo estadual de oferecer aos estudantes uma carga horária maior de ensino, anunciado em 2006. Há dois anos, eram 13 escolas que aderiram ao projeto. Este ano foram inauguradas 31 novas unidades. Segundo o secretário estadual de educação, Danilo Cabral, a meta para 2010 de abranger 160 escolas está mantida. Número que representa metade da rede pública estadual. "Estamos cumprindo com a meta compactuada. Teremos mais de cem mil jovens beneficiados", disse.
Ainda de acordo com o secretário, outros cem mil alunos do ensino médio serão contemplados pelo programa Pé no futuro, que irá promover atividades de reforço a jovens que precisam de qualificação para atuar no mercado de trabalho, por exemplo em vagas no Porto de Suape. Os feras também poderão contar com aulas extras para se dar bem no vestibular. Como apoio, cada estudante ganhará uma bolsa mensal de R$ 50 para cobrir despesas de transporte e alimentação.
Dentre os 35 projetos de lei (PL), dois não pertencem ao governo. Eles foram propostos pelo desembargador Jones Figueiredo, presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e foram acoplados ao pacote por estarem no âmbito do orçamento estadual. Um deles trata da isenção da taxa de reconhecimento de paternidade nos cartórios, hoje cobrado pelo valor de R$ 108. O outro também priva o Judiciário de cobrar taxa dos servidores públicos estaduais ao firmar contratos de interesse no programa estadual de habitação.
"Com o laptop as aulas de matemática terão nova dimensão"
Maria do Carmo - professora