Pernambuco.com
Vida Urbana
Diario de Pernambuco
 


  Enviar por e-mail Comentar Imprimir  
Pipas para lembrar a violência
VIGÍLIA // Fórum de Mulheres de Pernambuco faz ato para marcar as 223 vítimas de assassinato neste ano
Edilson Segundo // Pernambuco.com
edilsonsegundo.pe@diariosassociados.com.br


Pipas para lembrar a leveza e o colorido da mulher. É com essa idéia que o Fórum de Mulheres de Pernambuco organiza a última vigília do ano para solicitar dos governos estadual e municipal a implementação da Lei Maria da Penha e a ampliação dos serviços de atendimento às vítimas de violência. Pernambuco dispõe de apenas quatro delegacias da mulher, duas casas de abrigo (Olinda e Recife) e dois centros de referência (Olinda e Recife). A vigília será realizada no dia 25 deste mês, a partir das 16h, na Praça do Diario, centro do Recife.

Até lá, mulheres de várias organizações em defesa dos direitos femininos estarão reunidas na ONG Grupo Curumim, em Campo Grande, Zona Norte da cidade, com um único objetivo: construir 223 pipas. Segundo o Fórum de Mulheres de Pernambuco, esse número representa as mulheres assassinadas de janeiro a outubro deste ano em todo o estado. "Cada uma vai ter um nome de uma vítima de violência para dar maior visibilidade e chamar atenção da população com relação ao elevado número de assassinatos no estado", esclarece Sueli Valongueiro, coordenadora do Fórum de Mulheres de Pernambuco e do Grupo Curumim.

De acordo com Sueli, a data da vigília coincide com o Dia Internacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Além de Pernambuco, dezenas de estados também vão realizar o movimento. "Sabemos que o processo para acabar com a violência é lento. A conscientização começa dentro de casa, da escola, na sociedade", declarou. "As mulheres são sujeitas de direito igual aos homens", defende.

Adereços estão sendo feitos na sede da ONG Grupo Curumim, um para cada mulher morta. Foto: Edilson Segundo/Especial para o DP/D.A Press


Em três anos, o Fórum de Mulheres de Pernambuco já realizou 36 vigílias. A ação pretende também incentivar as vítimas a denunciar a violência. "A mulher não tem força para denunciar porque ela está dentro da situação. Por isso, os vizinhos, amigos e parentes devem ajudar", disse a coordenadora. Ela lembra ainda que as denúncias podem ser feitas pelo telefone 180. Através desse número, que atende em todo o Brasil, elas recebem orientações de como proceder em caso de violência.


    COMPARTILHE A NOTÍCIA Adicione ao Uêba Adicione ao Digg Adicione ao Google Bookmarks Adicione ao Technorati Adicione ao Windows Live Adicione ao Reddit Adicione ao Del.icio.us Adicione ao Facebook Adicione ao Yahoo! My Web Adicione ao StumbleUpon


Carregando Aguarde: carregando capa...
Edição de quinta-feira, 20 de novembro de 2008 
Selecione a data do
Diario que você
deseja visualizar



Procurar


Conheça o Diario de Pernambuco
Expediente | Índice geral | Versão Flip | Ed. anteriores | Acervo digital | Assinaturas | Clube Diario
Leitor do futuro | Signos | História | Cedoc | Informações comerciais | Vrum | Lugar certo
Copyright - DiariodePernambuco.com.br | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta página sem a prévia autorizaçãofaleconosco@diariodepernambuco.com.br