Brasília - Os mamutes lanosos habitaram parte da Eurásia e da América do Norte há 10 mil anos. O Homem de Neandertal desapareceu 30 mil anos atrás, após dominar o planeta por 100 mil anos. O último tigre da Tasmânia, considerado o maior marsupial carnívoro, foi morto com um tiro por um fazendeiro australiano em 1930. Talvez a ciência consiga "ressuscitar" espécies extintas, por meio da clonagem da manipulação genética. O primeiro passo acaba de ser dado por cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia (PSU, pela sigla em inglês): eles anunciaram ontem o seqüenciamento de 80% do genoma do mamute lanoso, o que inclui a análise de 3,3 bilhões de blocos (pares-base) de DNA. "Extraímos o DNA de tufos de pêlos de 15 animais, inclusive um filhote, e de bactérias encontradas nos ossos, o que tornou a amostra relativamente pura", afirmou Webb Miller, professor de biologia da PSU e principal autor da estudo. A maior parte do material decodificado provém de um único animal de 20 mil anos ainda quase que completamente enterrado no permafrost (camada formada por terra, gelo e rochas permanentemente congelados) na Sibéria.
Apesar de reconhecer a linha da ética nas pesquisas, ele admite que a "recriação" de animais é possível. "Ao menos se houver uma catástrofe, certamente a ciência será capaz de recriar mamutes e homens de Neandertal em 100 anos", prevê. Segundo Miller, é provável que algum cientista descubra como modificiar óvulos de elefantas ,descendentes do mamute, para que contenham o DNA do animal pré-histórico.