Claudia já consegue brincar com os filhos, subir escadas e falar sem se cansar - atividades comuns que antes exigiam sacrifício. Ainda hoje, ela deve embarcar em um avião em Barcelona para visitar a família na Colômbia. "Ela está encantada de poder voltar a viver sua vida e feliz de ter se curado", afirma o artigo publicado na revista científica The Lancet. A inovação médica pode ser aplicada a outras doenças das vias respiratórias superiores (deformação congênita e alguns tumores) que não são tratadas com a cirurgia clássica.
Para Martin Birchall, pesquisador da Universidade de Bristol e co-autor do estudo, o transplante significa uma "grande mudança" nas técnicas cirúrgicas. "Os cirurgiões podem agora começar a entender o potencial das células-tronco de adultos e o desenvolvimento de tecidos para radicalmente melhorar a sua habilidade de tratar pacientes com doenças graves", disse. Ele acredita que em 20 anos praticamente todos os transplantes serão feitos desta forma. Macchiarini aposta no uso desse procedimento em outros órgãos tubulares, como o cólon e o esôfago.