São Paulo - A operadora de caixa Andréia Cristina Bezerra Nóbrega, 31 anos, e o filho Lucas Macedo Nóbrega, 6 anos, caíram no início da noite da terça-feira do 3º andar do prédio onde viviam, em Guarulhos. Andréia morreu na queda e Lucas, que bateu no parapeito do edifício, fraturou o maxilar, está internado e não corre risco de morte. A Polícia Civil suspeita que os dois tenham sido atirados da janela pelo ex-marido de Andréia e pai de Lucas, o cantor Evandro Gomes Correia, 35 anos, que teve ontem prisão temporária decretada pela Justiça.
O crime ocorreu por volta das 18 horas na Rua Mena. Segundo o 2º DP da cidade, uma testemunha disse ter visto Correia sair do prédio momentos após a queda e entrar num carro, um Taurus, que teve a placa identificada. Imagens do circuito de TV de uma agência dos Correios mostram um homem vestido de preto sair pela porta sem prestar atendimento a Andréia, que estava caída na calçada. O caso foi registrado como homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Andréia foi socorrida e morreu enquanto era atendida no Hospital Padre Bento. Lucas foi levado ao Hospital Geral de Guarulhos com fratura no maxilar e está internado. A tela de proteção da janela da sala do apartamento estava cortada, mas a polícia acredita, pela posição dos corpos, que mãe e filho tenham caído da janela do quarto. Segundo a irmã de Andréa, a operadora de caixa Daiane Cristina Nascimento, Lucas, falando com dificuldade por causa aos sedativos, disse a uma tia que o pai cortou a mangueira de gás do apartamento e que, com uma faca nas mãos, queria matar os dois. O garoto ainda não esclareceu se foi jogado, se caiu ou se ele jogou da janela.
Daiane afirmou que testemunhas viram os três subindo juntos na chegada ao prédio. Nesse momento, Andréa vinha da escola com o filho. Correia já estaria esperando no local. Ela acredita que o cantor não tenha pensado no filho. "A polícia encontrou o apartamento trancado. Se ele não jogou ninguém, por que não foi socorrer?", questionou. Segundo a família de Andréa, ela estavaseparada de Correia desde o nascimento de Lucas, por causa do perfil violento do pai da criança.