São Paulo- A Polícia Civil de São Paulo anunciou ontem o indiciamento de 10 pessoas pelo acidente com o avião Airbus A320 da TAM, ocorrido em julho do último ano, que deixou 199 mortos no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Entre os indiciados estão ex-dirigentes da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da TAM. Todos responderão por atentado contra a segurança do transporte aéreo.
Foram responsabilizados pelo acidente os ex-presidentes da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e da Anac, Milton Zuanazzi. O diretor de segurança de vôo da TAM, Marco Aurélio Castro, e o ex-gerente de engenharia de operações da companhia aérea, Abdel Rishk também foram indiciados no inquérito.
Em entrevista coletiva, o delegado responsável pelo caso, Antônio Carlos Menezes Barbosa, do 15º Distrito Policial, anunciou o indiciamento de outros quatro dirigentes da Anac, entre eles a ex-diretora da agência, Denise Abreu, e de dois funcionários da Infraero que avaliaram e liberaram a pista de Congonhas no dia do acidente.
A Infraero informou que "não vai se pronunciar até ter em mãos oficialmente o inquérito do caso". A Anac disse não ter sido notificada do indiciamento e que "enquanto não receber notificação, não vai se pronunciar". A TAM afirmou que "não vai se pronunciar até o final das investigações".
Em nota, o advogado de defesa de Denise Abreu, Roberto Podval, se disse "perplexo" com o anúncio do delegado."Não há qualquer nexo ou ligação possível de causa e efeito entre o trágico acidente e a atuação de Denise Abreu", afirmou o advogado.